Brasil
Hytalo Santos e marido viram réus por pornografia infantil na Paraíba
Tribunal de Justiça nega habeas corpus e mantém casal preso; caso foi denunciado após investigação sobre exploração de menores em produções digitais
Reprodução
O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, tornaram-se oficialmente réus por produção e divulgação de material pornográfico envolvendo menores de idade. A denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) foi aceita pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), nesta terça-feira (23), que também negou, por unanimidade, o pedido de liberdade do casal.
Em sua decisão, o relator João Benedito justificou a manutenção da prisão preventiva: “É necessário manter a prisão pelo menos por enquanto, para que a produção de provas em audiência não seja prejudicada”. Esta foi a terceira tentativa frustrada da defesa de obter liberdade para os acusados, após pedidos negados pela desembargadora Lilian Cananéa e pelo ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Cronologia do caso
O caso ganhou notoriedade nacional após denúncia pública do youtuber Felipe Bressanim Pereira (Felca), em 6 de agosto, que expôs práticas de exploração de menores em produções digitais envolvendo Hytalo. Desde então, uma série de medidas judiciais foi implementada:
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8 de agosto: Conta do influenciador no Instagram foi desativada
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12 de agosto: Proibição de contato com menores e suspensão da monetização de vídeos
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13 a 15 de agosto: Mandados de busca e apreensão e prisão do casal
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17 de agosto: Habeas corpus negado, mantendo a prisão preventiva
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26 de agosto: Hytalo condenado por propaganda enganosa em sorteio online
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28 de agosto: Transferência para penitenciária em João Pessoa
Envolvimento em outros processos
Além do caso de pornografia infantil, Hytalo já havia sido condenado no final de agosto por propaganda enganosa relacionada a um sorteio online, com pena de indenização de R$ 5 mil.
O casal responde por crimes previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e permanece na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa, aguardando andamento processual. O caso representa um dos mais significativos envolvendo influenciadores digitais e exploração infantil no Brasil.


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