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Brasil

PF identifica movimentação de R$ 10 bilhões em operação contra lavagem ligada ao PCC

Empresário sancionado pelos EUA segue foragido; secretária foi presa em São Paulo. Polícia diz que anúncio americano atrapalhou as investigações.

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Polícia Federal/ Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange para desarticular uma rede de lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico internacional de drogas. Investigações da PF identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 10 bilhões.

A ação cumpre 11 mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba . A Justiça determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados no valor de R$ 10,4 bilhões.

Entre os alvos estão Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como “elo central” entre o PCC e traficantes internacionais , e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, sua parente e secretária. Ambos foram sancionados pelo governo americano na quarta-feira (1º) por suposta ligação com a facção criminosa.

Stella Stefanie foi presa pela PF. Shimada, no entanto, está foragido.

Sanção dos EUA atrapalhou operação

A PF afirmou que a decisão americana de tornar públicas as sanções atrapalhou as investigações. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que, sem a designação, “o desfecho seria outro” e que a corporação não conseguiu localizar Shimada a tempo.

Segundo o Tesouro dos EUA, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões em cidades americanas, usando criptomoedas para enviar recursos ao Brasil . Stella é apontada como intermediária na coleta de dinheiro em espécie para a rede.

Envolvimento com o Corinthians

Shimada também é investigado por suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet. Ele já foi condenado pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro e furto qualificado.

A defesa de Shimada afirmou que ainda não teve acesso às decisões judiciais e que o empresário “nega veementemente qualquer envolvimento com organização criminosa”. Os representantes de Stella Stefanie não foram localizados.