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Brasil

Nego Di é condenado a 14 anos e 6 meses de prisão por estelionato e lavagem de dinheiro

Ex-BBB e influenciador digital foi punido pela Justiça gaúcha ao lado da parceira Gabriela Vicente; esquema fraudulento afetou quase 10 mil pessoas e movimentou mais de R$ 2,4 milhões.

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Reprodução

O influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di e ex-participante do “Big Brother Brasil 21”, foi condenado a 14 anos e 6 meses de reclusão pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A parceira dele, Gabriela Vicente de Sousa, também foi punida na mesma ação, com pena de 8 anos e 4 meses. As condenações abrangem os crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso, em um caso que expôs a operação de um esquema fraudulento de grande escala nas redes sociais.

Além da pena principal, o influenciador ainda terá que cumprir 1 ano e 15 dias de prisão simples em regime inicial semiaberto por contravenção penal. A punição adicional decorre da promoção de loteria ilegal — ao todo, conforme apontou a denúncia do Ministério Público, Nego Di realizou pelo menos 34 rifas eletrônicas sem autorização legal entre novembro de 2022 e maio de 2024.

Entre os sorteios irregulares, chamou atenção a oferta de um Porsche Macan avaliado em R$ 500 mil, além de prêmios em dinheiro que totalizavam  650 mil. A investigação revelou que os golpes afetaram aproximadamente 9.683 pessoas, com prejuízo direto estimado em R$ 185,3 mil para as vítimas.

Esquema de ocultação e o PIX falso

O Ministério Público detalhou ainda que o casal atuou de forma articulada para ocultar a origem ilícita de mais de R$ 2,4 milhões obtidos com as atividades criminosas. A lavagem de dinheiro era realizada por meio de contas bancárias em nome de terceiros, pulverização de valores e aquisição de bens que davam aparência de legalidade ao patrimônio.

O uso de documento falso, que também fundamentou a condenação, teve um episódio de grande repercussão: durante as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, Nego Di publicou em suas redes sociais um comprovante de transferência via PIX no valor de R$ 1 milhão, supostamente destinado a uma campanha solidária. A perícia, no entanto, comprovou que o documento foi adulterado — a transferência real feita por ele foi de apenas R$ 100.

Agora, com as penas definidas, a Justiça gaúcha aguarda os recursos cabíveis, enquanto o influenciador terá que responder pelos danos causados a uma legião de vítimas que confiaram em sua imagem pública.