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Política

STF marca julgamento de Bolsonaro e aliados por suposta tentativa de golpe

Eles são acusados de planejar ações para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022

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Antônio Cruz / Agência Brasil

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 2 de setembro o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados. Eles são acusados de planejar ações para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.

Os principais réus

Entre os acusados estão:

  • Jair Bolsonaro: Apontado como líder da suposta trama golpista

  • Mauro Cid: Ex-ajudante de ordens que se tornou delator

  • Walter Braga Netto: Único preso atualmente no caso

  • Anderson Torres: Envolvido com a minuta de golpe encontrada em sua casa

  • Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira: Militares acusados de apoiar o plano

A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que o grupo tentou desacreditar o sistema eleitoral, planejou impedir a posse de Lula e elaborou documentos para justificar a permanência de Bolsonaro no poder.

As defesas dos réus apresentaram suas alegações finais, na última quarta-feira (13/8), argumentando falta de provas concretas. O caso agora aguarda julgamento pela Primeira Turma do STF.

O julgamento será presencial e público, podendo durar várias sessões já que os ministros podem pedir vista – o que demanda mais tempo para análise.

Possíveis consequências

Se condenados, os réus podem perder direitos políticos, ter que pagar multas e enfrentar prisão.

Este é considerado um dos julgamentos mais importantes da história recente do STF, com potencial para impactar a política nacional nos próximos anos.