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Política

PF conclui processo e recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

Corporação enviou relatório ao ministro da Justiça, que decidirá se assina o ato de demissão do ex-deputado; Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025

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Reprodução

A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e recomendou a demissão dele do cargo de escrivão da corporação por abandono. O relatório foi encaminhado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, a quem cabe a decisão final sobre a demissão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo interlocutores do ministro, a demissão deve ser assinada nos próximos dias. A PF é subordinada diretamente ao Ministério da Justiça, que integra a estrutura executiva do governo federal.

Servidor da PF desde 2010, Eduardo Bolsonaro ingressou no cargo de escrivão por meio de concurso público. O salário inicial da carreira é de R$ 14.164,81, com possibilidade de progressão. Ele estava afastado da função para exercer o mandato de deputado federal.

Em dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou seu mandato por excesso de faltas não justificadas. Com a perda do mandato, a PF determinou seu retorno ao cargo de escrivão, lotado no Rio de Janeiro. Segundo a corporação, porém, a reapresentação não ocorreu.

Diante da ausência, a Corregedoria da PF abriu o processo disciplinar em janeiro de 2026. Em fevereiro, a Corregedoria Regional da PF no Rio de Janeiro afastou preventivamente o ex-deputado do cargo.

Desde fevereiro de 2025, Eduardo vive nos Estados Unidos e afirma ser alvo de perseguição política do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele declarou que não retornará ao Brasil caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, não vença as eleições para presidente.

Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF o condenou a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à sua atuação nos EUA para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe. Nesta semana, o governo Donald Trump concedeu um green card ao ex-parlamentar.