Política
Marcelo Ramos afirma que pré-candidatura ao Senado foi vetada por pedido de Eduardo Braga
Ex-deputado federal disse em vídeo que direção nacional do PT atendeu a pedido do senador e o orientou a disputar vaga de deputado federal; Ramos afirma que está frustrado e ainda não definiu futuro
Arte/Canal92am
O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (14), que sua pré-candidatura ao Senado foi vetada após um pedido do senador Eduardo Braga (MDB) à direção nacional do Partido dos Trabalhadores. Segundo Ramos, foi informado de que deveria disputar uma vaga na Câmara dos Deputados para atender à estratégia eleitoral da legenda.
O desabafo veio a público um dia depois de Braga declarar, em entrevista, que Ramos teria desistido da disputa por motivos “pessoais e familiares”. “Na sexta-feira (10) à tarde eu fui chamado na direção nacional do PT e lá fui informado do entendimento da direção nacional de que eu deveria ser candidato a deputado federal para que pudesse garantir o quociente eleitoral e fazer o PT voltar à Câmara dos Deputados. E que essa ponderação era feita muito em razão de um pedido do senador Eduardo Braga, que entendia que a minha candidatura atrapalharia a candidatura dele e poderia ter como consequência a eleição de dois senadores de oposição ao presidente Lula”, afirmou.
Ramos contesta argumento e critica “maldade com o eleitor”
Marcelo Ramos afirmou que discordou da decisão e apresentou argumentos eleitorais à direção nacional do PT. Na avaliação dele, a existência de duas candidaturas do mesmo campo político ao Senado fortaleceria a base do presidente Lula, já que cada eleitor pode votar em dois candidatos.
“Imagine a angústia do eleitor do presidente Lula, que vai sair de casa para votar no senador Eduardo Braga e terá que escolher, no segundo voto, entre Alberto Neto, Plínio Valério, Wilson Lima ou anular o voto? É uma maldade com o eleitor. Numa eleição de dois votos, duas candidaturas do mesmo campo se ajudam. E mais do que isso, nós teremos a chance de eleger dois senadores da base do presidente Lula”, disse.
Ramos também defendeu que sua candidatura preencheria um espaço político da esquerda no Amazonas, “ocupava um vazio de uma candidatura mais à esquerda, de uma candidatura mais identificada política e ideologicamente com o presidente Lula”.
Negou convite para coordenar campanha de Lula
O ex-deputado voltou a negar que tenha sido procurado para assumir a coordenação da campanha do presidente Lula no Amazonas, informação que vinha circulando na imprensa. “Ninguém, jamais, em momento algum, conversou comigo sobre ser coordenador da campanha do presidente Lula. Essa conversa não existiu”, afirmou.
Três caminhos e decisão em aberto
Marcelo Ramos afirmou que a decisão provocou “profunda frustração e até certa indignação”. Agora, avalia três possibilidades: insistir na pré-candidatura ao Senado; disputar uma vaga de deputado federal; ou não concorrer a nenhum cargo.
“Ser candidato a deputado federal, o que para mim é muito incômodo, porque eu não me preparei para isso”, afirmou. O ex-deputado disse que retornará a Manaus nesta quarta-feira (15) para conversar com familiares, aliados e a militância petista antes de anunciar a decisão final.


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