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Política

Deputado Wanderley Monteiro enfrenta processo de expulsão por infidelidade partidária no Amazonas

A acusação ocorreu após o parlamentar ter sido um dos dez signatários da CPI do Asfalto na Assembleia Legislativa do Amazonas.

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A executiva estadual e municipal do Avante aprovou por unanimidade, na segunda-feira (11/8), a abertura de processo de expulsão contra o deputado estadual Wanderley Monteiro. A medida foi tomada sob a acusação de quebra de fidelidade partidária, após o parlamentar ter assinado a CPI do Asfalto, que investiga repasses do Governo do Estado à Prefeitura de Manaus.

A assinatura de Monteiro na CPI foi considerada uma afronta à linha política do partido, que tem entre suas principais lideranças o prefeito David Almeida e o vice-governador Tadeu de Souza – ambos presentes na reunião que decidiu pela expulsão. O caso expõe tensões internas no bloco governista.

Fundamentação legal

Em nota, a legenda afirmou que a decisão está amparada no estatuto partidário e na legislação eleitoral, que preveem a “preservação da coerência política”. A expulsão, se confirmada, precisará ser homologada pela Justiça Eleitoral.

“A medida foi deliberada com base no estatuto partidário e na legislação eleitoral vigente, que garante a preservação da coerência política e do compromisso com nossa base eleitoral”.

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CPI do Asfalto como pano de fundo

A Comissão Parlamentar de Inquérito, da qual Monteiro é um dos 10 signatários, investiga convênios para obras de pavimentação. A iniciativa é vista como um atrito direto com a base aliada do governo estadual e municipal.

O deputado terá direito à ampla defesa nos trâmites internos do partido. Caso mantida a decisão, o caso seguirá para a Justiça Eleitoral, que analisará a conformidade da punição com as regras de fidelidade partidária.