Conecte-se conosco

Brasil

Sete chefes do Comando Vermelho são transferidos para mesma prisão de Beira-Mar no Paraná

Líderes da facção foram levados para penitenciária federal de segurança máxima em Catanduvas (PR), unidade que abriga ‘detento 01’ do sistema federal; operação contou com escolta aérea e reforço de segurança

escolta-criminosos-canal92am

Divulgação

Os sete chefes do tráfico de drogas do Comando Vermelho (CV) transferidos do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (12) foram encaminhados para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, mesma unidade que abriga Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, histórico líder da facção conhecido como “o detento 01” do Sistema Penitenciário Federal (SPF).

A transferência ocorreu sob forte esquema de segurança. Os presos foram levados da Base Aérea do Galeão, na Ilha do Governador, para o Paraná em um avião da Polícia Federal, permanecendo algemados de mãos e pés durante todo o trajeto de aproximadamente uma hora e meia, sob custódia de agentes penitenciários federais.

Presídio de segurança máxima

A penitenciária de Catanduvas é uma das cinco unidades federais de segurança máxima do país, inaugurada em 2006 especificamente para receber Beira-Mar. A unidade, assim como as de Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Brasília (DF), foi construída para abrigar lideranças do crime organizado e condenados de alta periculosidade.

Integrantes do Ministério da Justiça garantiram que não há contato entre os detentos na mesma prisão, apesar do compartilhamento da mesma unidade. O sistema é projetado para manter os presos em regime de isolamento, impedindo a comunicação entre eles.

Contexto das transferências

A transferência dos sete chefes do CV ocorre em um contexto de reforço na segurança penitenciária federal, especialmente após a fuga inédita de dois integrantes da facção do presídio federal de Mossoró em março do ano passado. Beira-Mar, que havia sido transferido para Catanduvas 18 dias após esse episódio, já havia passado por outras unidades federais antes de retornar ao Paraná.

O Rio de Janeiro consolida-se como o segundo estado que mais envia presos para o sistema federal, atrás apenas de São Paulo. Atualmente, as cinco penitenciárias federais do país abrigam cerca de 500 presos considerados de alta periculosidade.

A operação desta quarta-feira representa mais uma etapa na política de isolamento de lideranças do crime organizado, impedindo que continuem coordenando atividades ilícitas a partir do sistema prisional comum.