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Brasil

Empresária é presa em SP por torturar animais e vender vídeos a clientes na Europa

Daiana Schuinsekel de Almeida esmagava coelhos, pintinhos e gatos com os pés. Conteúdo era comercializado no Discord por até 50 euros.

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Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta quinta-feira (28) Daiana Schuinsekel de Almeida, empresária de 31 anos, suspeita de torturar e matar animais para produzir vídeos de violência extrema e vendê-los na internet. A prisão ocorreu em um apartamento na Bela Vista, região central da capital paulista .

A investigação teve início após denúncia de uma ONG da Bulgária, que reportou o material à Polícia Federal brasileira. O caso foi então encaminhado à Delegacia de Crimes contra os Animais (DPPC) .

Produção de conteúdo de sadismo

Segundo as investigações, Daiana mantinha uma verdadeira produtora de vídeos de sadismo animal. As gravações mostram a suspeita nua pisando em filhotes de coelhos, pintinhos e gatos com saltos altos e tênis de plataforma, esmagando-os com os pés .

O conteúdo era comercializado em plataformas como o Discord para compradores na Europa, com valores que variavam entre 20 e 50 euros por vídeo .

Identificação por tatuagens

A mulher foi identificada pela polícia após análise detalhada das imagens, que revelaram tatuagens e marcas características nas pernas da suspeita. Um mandado de prisão já havia sido expedido contra ela .

No momento da prisão, Daiana confessou os crimes, mas afirmou que o material era antigo. Questionada sobre o paradeiro dos animais, optou por permanecer em silêncio. Na residência dela, os agentes apreenderam os sapatos utilizados nas sessões de tortura .

Crimes e próximos passos

A empresária responderá por maus-tratos a animais, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência. As investigações seguem para apurar há quanto tempo os crimes eram praticados e quantos vídeos foram comercializados .

A plataforma Discord afirmou, em nota, que mantém “políticas rigorosas que proíbem o abuso de animais e outros conteúdos prejudiciais, por meio de sistemas robustos de fiscalização e moderação” .