Brasil
Aterrissagem de avião militar dos EUA em Porto Alegre gera polêmica e teorias nas redes
Avião militar sem identificação externa viaja com frequência a vários países, leva suprimentos e dá assistência a embaixadas norte-americanas; plano de voo inclui Porto Rico, Porto Alegre e Guarulhos
Getty Images
Um Boeing C-32B, aeronave de transporte de autoridades da Força Aérea dos Estados Unidos, pousou no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, na tarde desta terça-feira (19.ago.2025). A operação, classificada como rotineira para o transporte de pessoal diplomático, foi autorizada pelo Ministério da Defesa do Brasil, mas se tornou alvo de uma onda de desinformação e teorias da conspiração nas redes sociais, puxada por parlamentares da oposição.
A aeronave permaneceu em solo gaúcho por pouco mais de duas horas, das 17h13 às 19h52, antes de decolar com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), onde ficou estacionada até a tarde desta quarta-feira (20.ago).
A Missão Oficial: Uma Rota Diplomática
De acordo com apuração do site Poder360, o voo faz parte de uma operação regular de logística para dar suporte a equipes diplomáticas norte-americanas espalhadas pelo mundo. O jornal O Globo informou, com fontes do consulado, que a aeronave transportava funcionários da representação consular dos EUA em Porto Alegre.
A rota da aeronave foi rastreada e mostra um trajeto iniciado na segunda-feira (18.ago) em uma base em Wrightstown, Nova Jersey, com escalas em Tampa (Flórida) e Porto Rico antes de seguir para o Brasil. Tanto a administradora do aeroporto de Porto Alegre, Fraport, quanto a GRU Airport, que administra Guarulhos, confirmaram a operação e sua normalidade.
Em nota oficial ao Poder360, a GRU Airport afirmou: “A GRU Airport confirma o pouso da aeronave em questão na noite desta terça-feira (19), com autorização do Ministério da Defesa. Reforça que a operação ocorreu normalmente, sem intercorrências”.
A Reação Política e as Teorias da Conspiração
Apesar dos esclarecimentos, a presença da aeronave militar estrangeira em solo brasileiro, em um momento de relações tensas entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, foi suficiente para acender o alarme de políticos e militantes nas redes sociais.
O vice-líder do governo no Congresso, Bohn Gass (PT-RS), definiu o pouso como “estranhíssimo” em suas redes sociais.

Parlamentares de oposição, como a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), anunciaram que acionaram os Ministérios da Defesa, de Portos e Aeroportos e das Relações Exteriores para obter “esclarecimentos”.

A deputada Duda Salabert (PDT-MG) também se manifestou, afirmando que acionou a Defesa e que “o Brasil não pode aceitar nada que fira a nossa soberania”.

Alerta Consular e o Contexto Local
Coincidentemente, no mesmo dia do pouso, o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre emitiu um “alerta de manifestação” para seus cidadãos, recomendando que evitassem uma área onde um protesto estava marcado. O comunicado, padrão em situações do tipo, destacava que as manifestações históricas na região são “pacíficas e ordeiras”, mas poderiam se tornar imprevisíveis.
Não há nenhuma evidência ou informação oficial que relacione diretamente o transporte dos funcionários consulares a este alerta de segurança, sendo mais plausível, conforme apontado por fontes, que se tratasse de uma rotina de reposição de pessoal ou transporte de autoridades em visita.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades brasileiras, mas todas as evidências disponíveis até o momento apontam para uma operação diplomática de rotina, dentro dos protocolos internacionais e com a devida autorização do governo brasileiro.
*Com informações de Poder360


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