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Política

União Europeia aprova provisoriamente acordo com Mercosul após 25 anos de negociação

França, Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria votaram contra; assinatura pode ocorrer na próxima semana, mas texto ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu.

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(Reprodução)

Os países da União Europeia (UE) aprovaram provisoriamente, nesta sexta-feira (9), o acordo comercial com o Mercosul, após 25 anos de negociações. A aprovação, obtida pela maioria dos embaixadores dos 27 Estados-membros, abre caminho para que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine o tratado com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai já na próxima semana.

No entanto, o acordo ainda enfrenta resistência: França, Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria votaram contra, enquanto a Bélgica se absteve. Após a assinatura, o texto ainda dependerá da aprovação do Parlamento Europeu para entrar em vigor.

O que prevê o acordo

O tratado é considerado estratégico por criar uma das maiores zonas de comércio do mundo, com redução de tarifas e barreiras entre os blocos. Para o Mercosul, significa acesso ampliado ao mercado europeu; para a UE, representa diversificação comercial e maior estabilidade geoeconômica.

Resistência e salvaguardas

A principal oposição vem de agricultores franceses, que temem concorrência desleal de produtos sul-americanos produzidos sob regras ambientais e sanitárias menos rigorosas. O presidente Emmanuel Macron afirmou, na quinta-feira (8), que a França votaria contra o acordo.

Diante das pressões, a UE incluiu medidas de proteção para setores agrícolas sensíveis, permitindo a suspensão de preferências tarifárias em caso de impacto negativo às produções locais. Essas salvaguardas ainda precisam ser finalizadas antes da implementação total do tratado.

A aprovação, ainda que provisória, marca um avanço significativo em uma negociação que se arrasta desde 1999, mas o caminho até a efetiva aplicação do acordo segue cheio de desafios políticos e técnicos.