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Política

Prefeitura do AM é citada em investigação de maior assalto a banco do RS; ex-gestor nega

Reportagem vinculou Rio Preto da Eva a esquema de lavagem de dinheiro do assalto a avião pagador de R$ 14 mi. Ex-prefeito apresentou documentos contábeis para refutar acusações

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Reprodução

A Prefeitura de Rio Preto da Eva, cidade da região metropolitana de Manaus, foi mencionada em reportagem do Domingo Espetacular (TV Record) como suposta receptadora de R$ 4,9 milhões originários do maior assalto a banco já registrado no Rio Grande do Sul: o roubo a um avião pagador da Caixa Econômica Federal em Caxias do Sul (RS), em junho de 2024.

De acordo com a investigação da Polícia Federal (PF), divulgada no domingo (14), o valor teria sido supostamente repassado à administração municipal em fevereiro de 2023, mais de um ano antes do crime, como parte de uma rede de lavagem de dinheiro que envolveria empresários, ONGs e prefeituras.

O ex-prefeito Anderson José de Sousa, que governou o município até dezembro de 2023, negou veementemente as acusações em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (15). Ele classificou as informações como “falsas e desprovidas de fundamento” e destacou incoerências na cronologia da reportagem:

“Como um fato ocorrido em 2024 poderia ter relação com um suposto repasse em 2023? Não há lógica.”

Sousa afirmou que os documentos contábeis oficiais da prefeitura comprovam a inexistência de qualquer receita ou doação no valor de R$ 4,9 milhões em 2023. O contador Jonas Sabino da Costa (CRC/AM 012.908-08) atestou formalmente a ausência do registro, com base no portal da transparência e relatórios do exercício fiscal daquele ano.

O ex-gestor também lamentou o que chamou de “ataque à sua honra e imagem” e informou que está adotando medidas judiciais contra a emissora. A prefeitura não se pronunciou durante a apuração da reportagem.

A PF segue investigando o assalto ao avião pagador – que resultou no roubo de mais de R$ 14 milhões e na morte de um sargento da Brigada Militar – e já indiciou 39 pessoas, com 21 prisões e seis foragidos, incluindo dois supostos líderes da organização criminosa, atualmente na Bolívia.

A operação busca mapear toda a rede de lavagem de recursos e identificar o destino final do montante roubado. Até o momento, não há confirmação oficial pela PF sobre a participação de municípios amazonenses no esquema.