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Política

“Não pode ser varrido como ele fez com Wilson Lima”: Rodrigo Guedes sai em defesa de Salazar e cobra investigação de Cidade

Guedes citou supostos crimes blindados na gestão Wilson Lima por Cidade que tinha “contrato de R$ 600 milhões”. Vereador quer que governador abra investigação.

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Montagem/Canal92am

O clima na Câmara Municipal de Manaus (CMM) segue em ebulição. Após o vereador Sargento Salazar (PL) denunciar, na última segunda-feira (8), uma suposta tentativa de cooptação de sua ex-esposa por pessoas ligadas ao grupo político do governador Roberto Cidade (União Brasil) , foi a vez do vereador Rodrigo Guedes (PP) subir à tribuna na manhã desta quarta-feira (10) para sair em defesa do colega e cobrar investigação.

A denúncia de Salazar

Durante seu discurso na segunda-feira, Salazar afirmou que a mãe de seu filho foi abordada por uma tenente da Polícia Militar, supostamente a mando da cúpula da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-AM) e de aliados de Cidade. Segundo o vereador do PL, a proposta envolvia milhões de reais, casa e contrato em troca de informações e declarações negativas sobre o parlamentar.

“Roberto Cidade, pão molhado, com família não se mexe. Seu covarde! Foram para cima da mãe do meu filho, ofereceram milhões para ela para tentar me prejudicar”, bradou Salazar, que exibiu prints das conversas no plenário para embasar a denúncia.

A defesa de Rodrigo Guedes

Ao usar a tribuna nesta quarta, Guedes foi enfático ao classificar a situação como “covardia política”.

“Isso não pode ser varrido para debaixo do tapete como o Wilson Lima fazia com centenas de crimes que ele blindava na Assembleia, porque tinha um contrato de R$ 600 milhões. Roberto Cidade, abra uma investigação!”, bradou o vereador.

A resposta de Roberto Cidade

O governador Roberto Cidade já havia rebatido as acusações durante coletiva de imprensa na terça-feira (9). Ele negou qualquer participação nos fatos e classificou a denúncia como um “ato de descontrole de um homem público despreparado, que só faz pirotecnia nas redes sociais”.

“A máscara do palhaço está caindo. Eu nunca fiz isso com ninguém e, se alguém ligado a mim tentou fazer em meu nome, está fazendo de forma equivocada”, declarou Cidade, que afirmou que sua prioridade é o trabalho e que não perde tempo com “esse tipo de coisa”.

Caso será levado ao Ministério Público

Salazar afirmou que levará o caso ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM) para investigação. Se comprovada, a conduta pode configurar os crimes de corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos) e abuso de autoridade (detenção de 1 a 4 anos, além de perda do cargo público e inelegibilidade).