Política
Motta é criticado por fragilidade diante de pressão bolsonarista, avaliam deputados
Deputados afirmam que Motta cometeu um erro estratégico ao não estar presente na Câmara quando o ministro do STF Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), medida que já se esperava que provocaria reações da bancada bolsonarista
Reprodução/YouTube
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), só retomou o controle do plenário na quarta-feira à noite, após 30 horas de paralisação causada por um motim bolsonarista. A incapacidade de resolver a crise rapidamente e a ausência durante momentos-chave renderam duras críticas de parlamentares de diferentes espectros políticos.
Falta de liderança
Deputados afirmam que Motta cometeu um erro estratégico ao não estar presente na Câmara quando o ministro do STF Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), medida que já se esperava que provocaria reações da bancada bolsonarista. Sem conseguir liderar as negociações, Motta precisou recorrer a seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), que, junto a outros líderes, intermediou o acordo para desocupação do plenário.
Comparações com Lira
Parlamentares destacam que, sob o comando de Lira, a oposição jamais teria conseguido ocupar o plenário por tanto tempo. A fragilidade de Motta ficou ainda mais evidente quando ele precisou de ajuda para retomar seu lugar na mesa diretora, com líderes afastando bolsonaristas para que ele pudesse se sentar.
Cenário caótico
Ao tentar iniciar seu discurso, Motta levou cerca de dez minutos para conseguir ordem no plenário, com apoio da polícia legislativa. A cena reforçou a percepção de que ele não tem o mesmo pulso firme de Lira para conduzir a Casa em momentos de tensão.
Repercussão
A crise expôs as dificuldades de Motta em impor autoridade e mediar conflitos entre governo e oposição. Enquanto isso, a bancada bolsonarista segue pressionando por pautas como a anistia e a PEC que restringe o foro privilegiado, mantendo a Câmara em um cenário de instabilidade. A capacidade de Motta em recuperar o controle da situação será testada nos próximos dias.


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