Política
Maria do Carmo Seffair tenta usar prisão de professora da Fametro contra David Almeida, mas esquece que docente é da sua própria universidade
Empresária tentou transformar investigação da Operação Erga Omnes em arma política e acabou expondo fragilidade interna.
(Reprodução)
Em meio à repercussão da Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas para investigar um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho (CV), a empresária Maria do Carmo Seffair tentou transformar a prisão da professora de Direito Adriana Almeida Lima em munição política contra o prefeito David Almeida (Avante), e acabou se prejudicando de forma constrangedora.
Adriana, alvo da operação, não é apenas investigada; ela também leciona na própria Fametro, instituição de ensino superior comandada por Maria do Carmo.
Estratégia política que saiu pela culatra
Enquanto tentava apontar dedos para o prefeito, Maria do Carmo ignorava o fato óbvio de que a docente investigada era parte integrante do corpo acadêmico da sua própria universidade. A tentativa de politizar a prisão e transformar um caso em andamento em munição contra David Almeida caiu por terra assim que a ligação profissional entre a empresária e a investigada veio à tona.
Fontes próximas ao meio político avaliam que o movimento expôs desespero e falta de estratégia por parte da empresária. Ao tentar transformar investigação criminal em arma política, Maria do Carmo acabou evidenciando que, no jogo sujo da política, quem mira nos outros precisa primeiro olhar para o próprio quintal.
Operação Erga Omnes
A prisão da professora da Fametro é um dos desdobramentos da Operação Erga Omnes, conduzida pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) , que mira a organização liderada por Allan Kleber Bezerra Lima. O grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 73 milhões entre 2018 e 2025, oriundos do tráfico internacional de drogas, com esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada nos setores de transporte e logística.
As investigações desnudaram não apenas a audácia de Allan Kleber, que utilizava uma igreja evangélica no bairro Zumbi como fachada e esconderijo logístico, mas também a grave infiltração do crime organizado em esferas governamentais.
Outros agentes públicos na mira
Além de Adriana Almeida, ex-secretária de gabinete da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e professora da UEA e da Fametro, outros agentes públicos estão na mira da Justiça:
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Anabela Cardoso Freitas: investigadora da Polícia Civil, ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida e integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus. Suspeita de movimentar cerca de R$ 1,5 milhão para a facção.
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Izaldir Moreno Barros: servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), acusado de vazar informações sigilosas.
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Osimar Vieira Nascimento: policial militar suspeito de dar suporte ao núcleo político investigado.
A Justiça já deferiu mandados de prisão preventiva, quebra de sigilo bancário e fiscal, além do sequestro de bens dos envolvidos para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Foragido
Enquanto Adriana Almeida e outros alvos estão detidos, o líder da facção, Allan Kleber, segue foragido após escapar de um cerco policial em São Paulo.


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