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Política

Lula e Trump iniciam diálogo por videoconferência e negociam fim de tarifas e sanções entre Brasil e EUA

Presidentes concordaram em se encontrar pessoalmente “em breve” e trocaram telefones para comunicação direta; Lula pediu revogação de tarifas de 40% sobre exportações brasileiras

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Reprodução e Buda Mendes/Getty Images

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump realizaram uma videoconferência, na manhã desta segunda-feira (6), em um movimento que pode representar o início do desanuviamento nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Durante a conversa, que incluiu a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda) e Sidônio Palmeira (Comunicação), Lula pediu formalmente a revogação das tarifas de 40% sobre exportações brasileiras e a retirada das sanções impostas a autoridades brasileiras.

De acordo com o Palácio do Planalto, os dois líderes concordaram em se encontrar pessoalmente “em breve” e trocaram números de telefone para estabelecer uma “comunicação direta”. Lula sugeriu que o encontro presencial ocorra durante a cúpula da ASEAN, na Malásia, no final de outubro, e também se dispôs a viajar para os Estados Unidos.

Reviravolta diplomática

O diálogo representa uma significativa mudança no tom das relações bilaterais, que estavam tensas desde a imposição de tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros em agosto. O petista também reiterou a Trump o convite para participar da COP30, que será realizada em Belém no próximo ano.

A aproximação começou a ser gestada durante a Assembleia Geral da ONU no final de setembro, quando os dois líderes se encontraram rapidamente em Nova York. Na ocasião, Trump afirmou ter tido “boa química” com Lula e sinalizou interesse em negociar.

Impactos econômicos

As tarifas americanas afetam produtos como café, carnes e castanhas brasileiras, causando preocupação no setor exportador. Em resposta, o governo brasileiro lançou um plano de socorro que inclui linhas de crédito, diferimento de tributos e flexibilização de compras públicas para amenizar o impacto nas empresas nacionais.

O impasse comercial entre os dois países ocorre em meio a tensões políticas, uma vez que Trump é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem tentado pressionar o Supremo Tribunal Federal para suspender ações contra o político e medidas que regulam as big techs.

A expectativa no Planalto é que esta primeira videoconferência abra caminho para um encontro presencial que possa destravar as relações bilaterais e encontrar uma solução para as disputas comerciais e políticas que têm afetado ambos os países.

*Com informações de Metrópoles