Política
Lula diz viver “melhor momento”, anuncia última eleição e ironiza: “Vou viver 120 anos”
Em entrevista a podcasts, presidente afirmou que disputa de outubro será seu último pleito, exaltou relação com Janja e classificou como “irresponsável” a revogação do visto da embaixadora brasileira nos EUA
Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (5), que vive “o melhor momento” de sua vida pessoal e política. Em entrevista conjunta aos podcasts Meteoro Brasil e Os Três Elementos, o petista disse estar satisfeito com sua atuação no cenário atual, destacou o equilíbrio entre a vida privada e a pública e brincou sobre a própria longevidade.
“É o meu melhor momento na passagem pelo planeta Terra. Eu vivo um momento muito especial na minha vida”, declarou. Lula também ressaltou a importância da relação com a primeira-dama Janja da Silva: “sou um cara que tem uma mulher que eu amo muito”. “Eu levanto todo dia pensando o que falta fazer, o que precisa fazer e o que eu quero fazer pelo país”.
Última eleição e pescaria
Durante a entrevista, Lula confirmou que a eleição presidencial de outubro, na qual concorrerá à reeleição, será o último pleito de sua vida. Em tom bem-humorado, ele disse que pretende ir pescar após o término de um eventual quarto mandato. “Eu vou viver 120 anos, mas essa vai ser a minha última eleição. Eu quero ir pescar, e eu sou um bom pescador”, declarou. “Como eu vou demorar pra morrer, porque eu vou viver 120 anos, já estou combinado”.
O presidente também afirmou estar satisfeito com sua atuação política. “Eu estou bem na política”, declarou, sem detalhar ações específicas.
Críticas aos EUA e defesa da soberania
Lula classificou como “irresponsável e impensada” a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. O presidente refutou o argumento de reciprocidade dos americanos e ironizou a demora do governo Trump em indicar um novo embaixador para o Brasil.
“Os Estados Unidos não deram importância para a embaixada no Brasil, porque faz um ano e meio que ele está no poder e não mandou para cá. Agora, tentam mandar e acham que a gente tem a obrigação de fazer na data que eles querem? Não é correto e não é possível, nós queremos ser tratados com respeito”, disse.
O petista também afirmou que o Brasil está “preparado” para enfrentar tentativas de interferência estrangeira na eleição presidencial. “O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa, de fora, que queira interferir no nosso processo eleitoral”.
Combate à desinformação
Lula defendeu um endurecimento no combate à desinformação nas redes sociais. “Precisamos ser mais duros no controle da perversidade de alguns humanos nas redes digitais”, afirmou. O presidente disse que a disseminação de mentiras sobre saúde e doenças deve ser tratada como crime.
“A gente precisa transformar em crime o cara que utiliza a internet para contar mentira sobre doenças, para dar desinformação, para mandar um cara tomar remédio que não pode tomar. Tudo isso tem que ser crime, isso não é liberdade de expressão, isso é canalhice e irresponsabilidade. Com doença, a gente não brinca”.
Críticas ao uso eleitoral da pobreza
Lula também criticou o que chamou de uso eleitoral da população de baixa renda, afirmando que políticos se lembram dos pobres apenas em período eleitoral. A declaração reforça o tom crítico do presidente em relação ao que considera uma instrumentalização da pobreza por adversários políticos.
A entrevista foi gravada na manhã desta quarta-feira e marca a primeira participação de Lula nos dois canais de comunicação, que têm forte presença entre o público jovem nas plataformas digitais.


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