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Política

CAOS EM BRASÍLIA: Quebra de sigilo de Lulinha em CPI termina em pancadaria entre parlamentares

Sessão da CPI mista do INSS foi suspensa nesta quinta-feira (26) após deputados trocarem socos e empurrões; Luiz Lima (PL-RJ) afirma ter sido agredido por Rogério Correia (PT-MG).

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(Reprodução)

O clima político na capital federal atingiu o ponto de ebulição, nesta quinta-feira (26). O que deveria ser uma sessão técnica da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga irregularidades no INSS transformou-se em um cenário de confronto físico generalizado após a aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.

A decisão do colegiado, vista como uma derrota estratégica para o Palácio do Planalto, desencadeou uma reação imediata da base governista, culminando em cenas de violência raramente vistas nas comissões da Casa.

O Estopim: A votação do sigilo

A tensão começou logo após o anúncio do resultado da votação. Parlamentares aliados ao governo Lula contestaram a condução dos trabalhos pela mesa diretora, alegando atropelo no regimento. Em segundos, o plenário foi tomado por um “bate-boca” acalorado que escalou para um confronto físico direto.

Relatos de agressão e pedido de desculpas

No centro da confusão estavam os deputados Rogério Correia (PT-MG), Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (PL-RJ). O clima saiu do controle quando o grupo se aglomerou em torno da mesa:

Agressão denunciada: O deputado Luiz Lima afirmou publicamente ter sido atingido por um soco durante o tumulto.

Admissão de culpa: Rogério Correia reconheceu ter acertado o colega. Segundo o parlamentar petista, o golpe ocorreu de forma acidental enquanto ele era empurrado pela multidão. Correia utilizou o microfone posteriormente para pedir desculpas pelo incidente.

“A sessão foi interrompida para evitar um agravamento ainda maior. O nível de hostilidade impediu qualquer debate civilizado nos minutos que sucederam a votação”, informou a assessoria de um dos membros da comissão.

Sessão suspensa e desdobramentos

Diante da impossibilidade de manter a ordem, a presidência da CPI suspendeu os trabalhos por alguns minutos. Na retomada, o clima permaneceu hostil, com governistas exigindo a revisão do resultado da votação e oposição celebrando o que consideram um avanço nas investigações sobre o INSS.

A aprovação da quebra de sigilo de Lulinha é considerada um duro golpe para a imagem do governo, que agora tenta articular juridicamente para reverter a medida no Supremo Tribunal Federal (STF).

A Corregedoria da Câmara deve ser acionada para analisar as imagens das câmeras de segurança e apurar a conduta dos envolvidos na briga.