Política
Bolsonaro não precisa ser transferido para hospital, mas PF informa ao STF sobre risco de ‘morte súbita’
Laudo da corporação aponta necessidade de cuidados clínicos rigorosos e monitoramento diário.
(Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)
A Polícia Federal (PF) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um laudo médico no qual informa que, no momento, não há indicação para transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para um hospital, apesar das comorbidades que ele apresenta. No entanto, o documento alerta para a necessidade de cuidados intensivos e lista riscos graves, incluindo morte súbita, caso essas medidas não sejam observadas.
O laudo foi elaborado a pedido do ministro Alexandre de Moraes e agora será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Riscos destacados pela PF
Segundo o documento, Bolsonaro apresenta sinais neurológicos que aumentam o risco de novas quedas, exigindo investigação complementar. A PF listou uma série de cuidados imprescindíveis: monitoramento clínico diário, controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, administração regular de medicamentos, acesso rápido a exames e atendimento médico imediato para intercorrências.
Em um trecho direto, o laudo pergunta se a não observância dessas medidas pode acarretar complicações graves como pneumonia, AVC, insuficiência renal, traumatismo craniano ou morte súbita. A resposta da PF é: “Sim”.
Pedido de prisão domiciliar
Nesta semana, a defesa de Bolsonaro reiterou ao STF o pedido de prisão domiciliar, alegando piora no quadro clínico do ex-presidente, com episódios de vômitos e crises de soluços acentuadas. Os advogados também pediram celeridade na conclusão da perícia médica.
Em 19 de janeiro, Moraes encaminhou à PF 39 questionamentos da defesa, que insiste no “risco concreto e previsível” de morte súbita caso Bolsonaro não tenha acesso a uma estrutura de saúde domiciliar complexa e contínua.
Contexto da prisão
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, relacionados à trama golpista, em uma Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (a Papudinha). A decisão final sobre a conversão para prisão domiciliar ou transferência para um hospital penitenciário caberá ao ministro Alexandre de Moraes, após análise dos laudos e do parecer da PGR.


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