Política
Alexandre de Moraes vota pela condenação de Bolsonaro e mais 7 réus por tentativa de golpe de Estado
Ministro relator acolheu integralmente denúncia da PGR e detalhou em 13 eixos como grupo agiu para “abolir Estado Democrático”; julgamento na 1ª Turma do STF segue até sexta-feira (12)
Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que investiga tentativa de golpe de Estado em 2022, votou nesta terça-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por crimes incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, formação de organização criminosa e dano ao patrimônio público.
Em voto de mais de 10 horas, Moraes acolheu integralmente a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e detalhou em 13 eixos como o grupo, liderado por Bolsonaro, agiu para manter o ex-presidente no poder após a derrota eleitoral. O ministro afirmou que “não restam dúvidas” sobre a existência de um plano de ruptura institucional.
Principais pontos do voto:
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Bolsonaro foi identificado como líder da organização criminosa;
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Réus utilizaram estrutura do Estado para monitorar adversários e atacar instituições;
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Plano incluía até mesmo risco de assassinato de Moraes, Lula e Alckmin (“Punhal Verde e Amarelo”);
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Ato de 8 de janeiro foi “tentativa final” de golpe após fracasso em obter apoio das Forças Armadas;
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Delação de Mauro Cid foi considerada válida, sem nulidades.
Próximos passos
A 1ª Turma do STF (composta por Moraes, Zanin, Dino, Cármen Lúcia e Fux) deve concluir o julgamento até sexta-feira (12), quando discutirá a dosimetria das penas. Cada réu pode enfrentar mais de 30 anos de prisão.
Réus do núcleo 1:
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Jair Bolsonaro (ex-presidente)
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Alexandre Ramagem (ex-Abin)
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Almir Garnier (ex-Marinha)
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Anderson Torres (ex-Justica)
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Augusto Heleno (GSI)
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Mauro Cid (ajudante)
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Paulo Sérgio Nogueira (ex-Defesa)
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Walter Braga Netto (ex-Casa Civil)
O voto de Moraes estabelece um marco histórico no julgamento de crimes contra a democracia no Brasil e deve influenciar processos conexos ainda em andamento.
*Com informações de Poder360


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