Polícia
Vídeo expõe coronel da PM agredindo esposa com socos e chutes até desmaiar em posto de Manaus
Em Junho, Iolanda Martins contou sobre uma agressão que sofreu de Marcos Vinicius nas redes sociais e disse que a violência doméstica acontecia há mais de 10 anos
Reprodução
Imagens de câmeras de segurança mostram o coronel da Polícia Militar do Amazonas, Marcos Vinicius Poinho Encarnação, agredindo sua esposa, a dentista Iolanda Martins, com socos e chutes até que ela desmaie, em um posto de gasolina no bairro Parque das Laranjeiras, na zona Centro-Sul de Manaus. O episódio, ocorrido em 4 de junho deste ano foi revelado em vídeo pelo portal g1, nesta segunda-feira (17).
Nas imagens, o coronel aparece usando uma bermuda verde e camisa preta. Ele aparece em cima de Iolanda, que mesmo caída no chão, consegue derrubá-lo para tentar escapar. O policial então volta a imobilizar a mulher e começa a desferir vários socos contra o rosto dela. A agressão é presenciada por outras pessoas, que apenas observam o ato de violência.
De acordo com a defesa da vítima, as imagens foram registradas no dia 4 de junho deste ano. O advogado Alexandre Torres Jr. explica que o episódio de violência ocorreu por volta das 5h, quando o ex-casal, que estava ingerindo bebidas alcoólicas no local, começou uma discussão.
“O motivo da briga foi porque ela queria ir embora e ele não. Houve um desentendimento sobre como e quando deixariam o posto, se de moto, carro ou aplicativo de transporte”, explicou Torres. Após a agressão, a vítima desmaiou e foi carregada para um quarto dentro da loja de conveniência, onde permaneceu por algumas horas.
Por volta das 10h, ao recobrar a consciência, Torres revela que houve um novo desentendimento entre a mulher e Encarnação. Neste momento, a Polícia Militar já havia sido acionada e chegou ao local, cercando a área.
A PM chega ao local, mas em outro vídeo obtido pelo g1, Iolanda aparece sendo imobilizada pelos policiais militares. Ela afirma ter sido agredida novamente, desta vez pelos agentes que deveriam protegê-la.
O caso
Em junho, Iolanda usou as redes sociais para relatar que era agredida pelo coronel há mais de dez anos. Ela disse que preferia não denunciar antes devido à preocupação com a família.
“Fui agredida pelo meu esposo, aquele que deveria cuidar e zelar por mim, me arruinou! Mas isso acontece desde 2012, eu que mascarava tudo pela minha família. Com lágrimas nos meus olhos, venho aqui dizer o quanto estou magoada, triste, e que Deus me ajude”, disse a vítima. A Polícia Militar informou que o oficial foi retirado da diretoria administrativa, teve o armamento recolhido e que seria investigado por meio de um Inquérito Policial Militar instaurado pela Diretoria de Justiça e Disciplina.
A Polícia Civil também abriu investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul, para apurar as circunstâncias da denúncia. Até a última atualização, a defesa do coronel não havia se manifestado.


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