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Polícia

Polícia Federal prende na Espanha ‘Colombiano’, foragido apontado como operador financeiro do CV no Amazonas

Preso integrava lista da Interpol e atuava na venda de drogas para facção por meio de criptoativos; PF pediu extradição para o Brasil

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Divulgação

Um colombiano foragido da Justiça e com nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol foi preso na última quarta-feira (5) em Valência, na Espanha. O preso é identificado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro responsável pela venda de grandes quantidades de drogas produzidas na Colômbia para o núcleo de liderança do Comando Vermelho (CV) no Amazonas.

As transações financeiras do esquemo eram realizadas por meio de criptoativos, conforme as investigações. O colombiano era investigado na “Operação Xeque-Mate”, deflagrada há um mês pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Amazonas (FICCO/AM).

Cooperação internacional

A prisão foi realizada pela Polícia Nacional da Espanha em ação conjunta com as Adidâncias da Polícia Federal em Madri e Bogotá. A cooperação internacional permitiu a localização e captura do foragido, que agora tem a extradição solicitada pela PF ao Brasil.

A “Operação Xeque-Mate”, que resultou na prisão do colombiano, cumpriu anteriormente cinco mandados de prisão e determinou o sequestro de R$ 122 milhões em bens. As investigações revelaram um complexo esquema financeiro articulado pela facção criminosa envolvendo fintechs, empresas de fachada e estruturas paralelas de pagamento.

Extradição solicitada

A Polícia Federal no Amazonas já formalizou pedido à Justiça Federal em Manaus para a extradição do preso. Caso o processo seja aceito pelas autoridades espanholas, o colombiano será trazido ao Brasil para responder pelas investigações que o vinculam ao financiamento do tráfico internacional de drogas e à estrutura financeira do Comando Vermelho no estado.

A prisão evidencia a atuação transnacional do crime organizado na região amazônica e os esforços de cooperação internacional para combater o financiamento do narcotráfico. A “Operação Xeque-Mate” continua em andamento, com novas investigações sobre a estrutura financeira da facção.