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Polícia

Novas vítimas denunciam treinador de jiu-jítsu preso por abuso sexual em Manaus

Melqui Galvão usava cargo de policial civil para amedrontar alunas, segundo investigação. Abusos teriam começado quando vítimas tinham 12 anos.

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Reprodução

Novas e graves denúncias contra o treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão foram detalhadas em reportagem exibida pelo Fantástico neste domingo (3). O treinador, que já se encontra preso, é investigado por abuso sexual, manipulação e ameaças contra ex-alunas. Os novos depoimentos indicam um padrão de conduta predatória, envolvendo inclusive vítimas menores de idade na época dos crimes.

Uma das vítimas relatou um episódio ocorrido durante viagem para competição internacional, quando ainda era adolescente. Segundo ela, Galvão ofereceu um medicamento para que ela pudesse “relaxar”. “Ele colocou a mão dentro da minha blusa e foi a hora que eu acordei… eu fiquei com muito medo ali na hora e acordei num susto”, relembrou, afirmando ter acordado com o treinador tocando seu corpo após cair em sono profundo.

Outra ex-aluna revelou que os abusos começaram quando ela tinha apenas 12 anos. Aos 14, afirma ter sido vítima de relação sexual com o treinador, que supostamente dizia que “já tinha relações com outras alunas” para evitar denúncias. A delegada Mariene Andrade explicou que o suspeito utilizava seu prestígio no esporte para conquistar a confiança das atletas e de seus familiares. “A gente percebe a existência de um padrão de conduta que consiste em uma aproximação inicial devido à figura de líder, de um atleta renomado. Ele ganha a confiança da vítima e da família. Aí vai escalonando as condutas até chegar aos abusos”, afirmou.

Uma terceira vítima relatou controle rígido sobre a rotina das atletas, incluindo alimentação, e insinuações de benefícios técnicos em troca de “proximidade” com o líder. Um ponto crucial da investigação é o uso da condição de policial civil por Melqui Galvão para silenciar as vítimas, amedrontando as jovens ao afirmar que qualquer denúncia chegaria ao seu conhecimento. Melqui Galvão permanece à disposição da Justiça.