Polícia
“Max Bombado”, ex-PM condenado por chacina e grupo de extermínio, é executado a tiros de fuzil no Tarumã-Açu
Criminoso conhecido da polícia foi morto dentro de casa na manhã de sexta-feira (27). Câmeras de segurança flagraram ação de quatro encapuzados. Amigo da vítima também foi assassinado ao chegar no local.
Reprodução
O ex-policial militar reformado Francisco Marques dos Reis, de 51 anos, conhecido como “Max” ou “Max Bombado”, foi executado a tiros de fuzil na manhã desta sexta-feira (27) em um sítio localizado na rua Floresta, 2478, bairro Tarumã-Açu, zona oeste de Manaus. Max tinha um longo histórico criminal e acumulava condenações por homicídio, incluindo uma chacina que vitimou quatro pessoas em 2015.
Invasão e execução
Imagens de câmeras de segurança do imóvel mostram que pelo menos quatro homens vestidos com roupas pretas e encapuzados invadiram a residência. Dois estavam armados com fuzis e dois com pistolas. Max estava sentado em uma cadeira quando foi surpreendido pelos assassinos, que o mataram com vários disparos.
Na saída, os criminosos também executaram um amigo da vítima que chegava ao local em um veículo Ford K de cor preta. O segundo homem, ainda não identificado, foi morto do lado de fora do imóvel, dentro do carro.
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Descoberta dos corpos
O encontro dos cadáveres ocorreu por volta das 8h, quando a polícia foi acionada. O corpo do ex-PM foi encontrado dentro da casa, e o segundo homem, no veículo estacionado. A perícia esteve no local e os corpos foram recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML) .
Até o momento, não há informações sobre a autoria do crime nem sobre a motivação. As imagens das câmeras de segurança poderão auxiliar a polícia na identificação dos criminosos.
Histórico criminal
Max era um criminoso conhecido da polícia, tendo sido expulso várias vezes da corporação por envolvimento em homicídios. Seu histórico inclui crimes de extrema violência:
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Chacina no Santa Etelvina (2015): No dia 27 de fevereiro de 2015, Max e seu grupo de extermínio mataram Edney Souza dos Santos, Ivan Texeira Pessoa, Denilson Lobo Rodrigues e Keitiane Nunes Godinho, no bairro Santa Etelvina, zona norte . Ele foi preso em 11 de março daquele ano junto com outros integrantes do bando .
Em fevereiro de 2025, Max foi condenado a 64 anos e oito meses de prisão pela participação nessa chacina, motivada por uma disputa de terras entre os bairros Santa Etelvina e Lagoa Azul . Segundo a denúncia do Ministério Público, ele recebeu R$ 10 mil para executar Ivan Teixeira, e as outras vítimas foram mortas por estarem no local e manusearem armas de fogo .
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Morte de Cleiton Robert (2022): Em 2022, Max foi preso suspeito de participar do assassinato de Cleiton Robert dos Santos Castilho, de 30 anos, ocorrido na avenida Itaúba, bairro Jorge Teixeira . Na ocasião, ele teria pilotado a moto onde estava o pistoleiro Elias de Souza Cândido Rodrigues Júnior, apontado como responsável pela execução .
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Morte de adolescente (2016): Em 2020, Max foi condenado a 25 anos e um mês de prisão por matar o adolescente André da Silva Souza, de 15 anos. O crime ocorreu em 16 de novembro de 2016, no bairro Santa Etelvina. Segundo a polícia, Max matou o jovem porque ele “criava confusão no bar de um amigo e cometia furtos na área” .
Grupo de extermínio
Max comandava um grupo de extermínio que atuava em Manaus, principalmente na zona norte, eliminando pessoas consideradas “indesejáveis” por comerciantes e moradores da região. Seu histórico de violência incluía ainda a morte de uma testemunha crucial: a namorada de uma das vítimas da chacina de 2015, que sobreviveu ao ataque e colaborou com a prisão do ex-PM, foi encontrada morta em março de 2018 na avenida das Flores, zona norte .
Investigação
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) deve investigar as circunstâncias da execução de Max, que agora se torna mais uma vítima da violência que ele próprio praticou por anos. A principal linha de apuração aponta para um acerto de contas, possivelmente envolvendo grupos criminosos rivais ou desafetos do ex-policial.


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