Polícia
Investigador da PC é preso em operação sobre extorsão no AM
Operação Dupla Face aprofunda apuração de caso em que delegado e investigador foram presos por exigir R$ 30 mil de empresário no Porto de Manaus
Foto: Divulgação
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deflagrou na manhã desta quinta-feira (30) a Operação Dupla Face para aprofundar as investigações sobre crimes cometidos por agentes públicos em Manaus. Um investigador da Polícia Civil, que não teve a identidade divulgada, foi preso. A ação investiga um caso de extorsão ocorrido em abril, quando o delegado Fabiano Rosas e o investigador Charles Rufino foram presos sob acusação de extorquir R$ 30 mil de um empresário e desarmar um policial militar na zona sul da capital.
Durante a ofensiva, as autoridades executaram medidas judiciais expedidas pela Vara de Inquéritos e Garantias Penais da Comarca de Manaus. Além da prisão preventiva de um investigador, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A investigação é um desdobramento do episódio ocorrido na mesma data dos fatos apurados, quando um delegado e outro investigador da Polícia Civil já haviam tido suas prisões em flagrante convertidas em preventivas durante audiência de custódia.
O caso teve origem no dia 16 de abril, quando o delegado Fabiano Rosas e o investigador Charles Rufino foram presos em flagrante. Segundo a investigação, eles abordaram um empresário em uma embarcação na região da Balsa Amarela e exigiram dinheiro. O empresário e um policial militar que fazia a segurança do valor foram colocados em uma viatura descaracterizada e levados pela zona sul de Manaus. O dinheiro teria sido “apreendido”, mas a ocorrência não foi registrada oficialmente. O caso veio à tona após o policial militar acionar a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), que localizou o veículo e prendeu o delegado. O investigador também foi detido. No dia seguinte, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas.
As Promotorias de Controle Externo da Atividade Policial destacaram que as medidas cautelares adotadas possuem caráter investigativo e processual, com o objetivo de preservar provas, aprofundar a apuração dos fatos e assegurar o regular andamento do procedimento, sempre com respeito às garantias constitucionais dos investigados. A Operação Dupla Face contou com o suporte estratégico da Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública e da própria Polícia Civil do Amazonas.


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