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Polícia

Homem é executado com sinais de tortura e bilhete acusatório no bairro Cidade de Deus

Vítima não identificada foi encontrada com mãos amarradas e marcas de tiros na cabeça; polícia investiga possível ligação com acerto de contas ou crime sexual

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Um homem ainda não identificado foi encontrado morto na madrugada desta segunda-feira (21) na rua Juticá, no bairro Cidade de Deus, zona norte de Manaus. O corpo apresentava sinais de extrema violência: as mãos estavam amarradas para trás com fio elétrico, havia marcas de tiros na cabeça e um bilhete foi deixado ao lado, acusando a vítima de estupro.

Como o crime foi descoberto

Por volta das 6h, alunos que se dirigiam à escola avistaram o cadáver e acionaram a Polícia Militar. Agentes da 13ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) isolaram a área e confirmaram as circunstâncias brutais da morte.

Moradores relataram que o corpo foi abandonado no local durante a madrugada e que a vítima não era conhecida na comunidade. O homem vestia bermuda jeans, camisa azul-escura estampada e tinha uma tatuagem de coroa e espada no lado direito do pescoço.

Bilhete macabro e investigações

Ao lado do corpo, um bilhete continha a mensagem: “Morri porque eu sou JACK. Estuprei uma criança autista de 6 anos”. A polícia trabalha com duas hipóteses principais:

  1. Acerto de contas entre facções – A região é conhecida por conflitos entre grupos criminosos, e execuções com mensagens são comuns nesse contexto.

  2. Vingança por crime sexual – A acusação no bilhete sugere uma possível motivação pessoal, mas ainda não há confirmação sobre a veracidade da alegação.

O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC-AM) realizou a perícia no local, coletando provas para reconstituir o crime. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia e identificação.

Reação da comunidade e próximos passos

O caso causou comoção entre moradores, que relataram medo e indignação.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumiu as investigações e deve cruzar dados com registros de desaparecidos e ocorrências de violência sexual recentes.