Polícia
Familiares de PMs presos protestam contra transferência para nova unidade na BR-174 e temem ataques de facções
Grupo tenta impedir mudança durante operação que desativa núcleo prisional da PMAM.
Reprodução
Familiares de policiais militares presos protestaram na manhã desta terça-feira (12) em frente ao Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, na Avenida José Henrique Bentes Rodrigues, bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus. O grupo tenta impedir a transferência dos agentes para a nova unidade prisional da corporação, localizada na BR-174.
A ação ocorre durante o processo de desativação da unidade, que será encerrada após a saída dos custodiados. Até a última atualização desta reportagem, a remoção dos mais de 70 policiais ainda não havia começado, e a operação segue em andamento no local.
A mobilização acontece durante a Operação Sentinela Maior, realizada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). A ação ocorre após a fuga de 23 policiais militares registrada em fevereiro deste ano.
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Confronto verbal e choros
Durante o protesto, houve confronto verbal com equipes de segurança que faziam a guarda da área, incluindo o Comando de Policiamento Especializado (CPE) e o Batalhão de Choque. Imagens mostram familiares discutindo com os policiais e questionando a legalidade da operação.
Em um dos momentos, uma mulher aparece com uma criança no colo, chorando e sendo amparada por outras pessoas do grupo, enquanto pede para que o familiar não seja levado. Os familiares afirmam que os policiais militares correm risco de morte caso sejam transferidos para unidades do sistema prisional comum. Segundo eles, os agentes ficariam vulneráveis a ataques de facções criminosas.
Nova unidade na BR-174 e histórico de fuga
Até então, os presos ficavam no Núcleo Prisional da PMAM, uma estrutura interna da corporação usada de forma provisória, destinada apenas a praças da PM. A nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM) passa a funcionar no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174. A estrutura foi criada para substituir o antigo núcleo e funcionar como unidade prisional formal da PM, com regras próprias, maior controle administrativo e reforço na segurança.
A desativação do núcleo ocorre meses após a fuga de 23 policiais militares registrada em 27 de fevereiro. Pelo menos 18 retornaram espontaneamente ainda na mesma noite. O caso levou à abertura de investigações pelo Ministério Público. Dois policiais militares foram presos durante a Operação Sentinela, suspeitos de facilitar a saída dos detentos. O então responsável pelo Núcleo Prisional da PMAM, major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi preso e posteriormente excluído da corporação por decreto do então governador Wilson Lima.


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