Polícia
Dono de escolinha de futebol pagava Pix de R$ 5 para adolescentes enviarem fotos íntimas, diz polícia
Investigação começou após mãe encontrar mensagens no celular do filho. Polícia busca identificar outras vítimas entre 60 crianças atendidas.
Reprodução
Um homem de 48 anos, proprietário de uma escolinha de futebol, foi preso nesta quarta-feira (6) no bairro Zumbi, zona leste de Manaus, suspeito de cometer crimes de estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição envolvendo crianças e adolescentes. Segundo a investigação, pagamentos via Pix foram usados pelo suspeito para convencer adolescentes a enviarem imagens íntimas.
A prisão ocorreu durante a Operação Caminhos Seguros, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O caso começou a ser investigado após a mãe de um dos adolescentes encontrar conversas suspeitas no celular do filho. Ao ser questionado, o jovem revelou que o suspeito pedia fotos íntimas e mantinha comportamento inadequado fora do ambiente virtual. A partir da denúncia, a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) iniciou diligências.
Segundo a delegada Mayara Magna, o investigado utilizava a promessa de sucesso no futebol para manipular os adolescentes. “Inicialmente, ele solicitava fotos dos meninos jogando bola e depois pedia para que eles tirassem a camisa ou de outras formas. Quando não faziam isso, ele ficava com raiva e chegava a punir esses adolescentes durante os treinos”, disse. As investigações apontam que o envio de dinheiro era parte da estratégia para obter o material: “Ele pedia muitas vezes essas fotos e fazia Pix de R5,R 7, R$ 8. Então, para a gente que investiga, ele realmente é um abusador em série”, completou.
Durante o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, os policiais localizaram arquivos ilegais que reforçam as suspeitas. O homem deve responder por estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição. A polícia não descarta o surgimento de novas vítimas à medida que os materiais apreendidos forem analisados.
A Depca orienta que casos semelhantes sejam denunciados. O suspeito permanece à disposição da Justiça.


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