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Brasil

Vídeo: Comunidade do Rio amanhece com fila de corpos em praça; número de mortes passa de 100, diz Defensoria

Defensoria Pública contabiliza 132 vítimas, enquanto governo mantém balanço de 64 mortos; moradores retiraram corpos da mata durante a madrugada

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Reprodução

Operação Contenção, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, deixou um rastro de destruição que se tornou visível na manhã desta quarta-feira (29) na Praça da Penha, zona norte da capital. Dezenas de corpos foram estendidos sobre lonas no local após moradores retirarem cerca de 60 corpos de áreas de mata do Complexo da Penha durante a madrugada.

Enquanto a Defensoria Pública do Estado contabiliza 132 mortos (128 civis e 4 policiais), o Governo do Rio mantém o balanço oficial de 64 mortes (60 suspeitos e 4 agentes). A operação, que mobilizou 2.500 policiais e resultou na apreensão de 93 fuzis, foi planejada durante um ano pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

Entre os presos está Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão”, apontado como operador financeiro do Comando Vermelho no Complexo da Penha. A ação também cumpriu 100 mandados de prisão, incluindo contra 30 integrantes da facção vindos de outros estados.

Os confrontos registraram uso de tecnologia por ambos os lados: drones policiais flagraram criminosos fugindo pela mata da Vila Cruzeiro, enquanto criminosos do CV usaram drones para arremessar bombas. A operação paralisou a região, com escolas e unidades de saúde fechadas e linhas de ônibus interrompidas.