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Brasil

Suspeito de arrastar mulher em SP alega agressão policial e teme por vida na prisão

Douglas da Silva foi à audiência de custódia com marcas no corpo; vítima Tainara Souza, que teve as pernas amputadas, enfrenta quarta cirurgia

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Reprodução

O motorista Douglas da Silva, preso suspeito de atropelar e arrastar Tainara Souza Santos por quase um quilômetro na Marginal Tietê, compareceu à audiência de custódia nesta quarta-feira (3) alegando agressão policial durante a prisão. A defesa afirmou temer por sua integridade física no sistema prisional, enquanto o juiz constatou marcas em seu corpo e determinou exame no IML caso ainda não tivesse sido realizado.

Douglas foi preso no domingo (30) em um hotel na Vila Prudente, após troca de tiros com a polícia – ele foi atingido no braço e recebeu atendimento médico. Na audiência, sua defesa sustentou que o acusado corre risco na cadeia e questionou as condições de sua prisão.

Vítima enfrenta quarta cirurgia

Enquanto isso, Tainara Souza Santos, de 31 anos, segue internada em estado grave no Hospital Municipal Vereador José Storopolli, onde já teve as duas pernas amputadas devido à gravidade dos ferimentos. De acordo com informações da família, ela deve passar por uma quarta cirurgia nos próximos dias.

Mãe de duas crianças, de 12 e 7 anos, Tainara ainda não teve sua situação explicada aos filhos. Segundo seu irmão, Luan Henrique, a família decidiu poupá-los por enquanto. As crianças estão sob os cuidados do pai.

Investigações em andamento

O caso é investigado como tentativa de feminicídio pela Polícia Civil. Testemunhas afirmam que Douglas agiu por ciúmes após ver Tainara conversando com outro homem em um bar no Parque Novo Mundo. Ele teria acelerado o carro deliberadamente contra ela e, após o impacto, puxado o freio de mão para aumentar o atrito do veículo sobre o corpo da vítima.

A defesa de Douglas nega que ele tenha tido qualquer relacionamento com Tainara e sustenta que o alvo seria na verdade um homem que a acompanhava. A polícia, no entanto, mantém a tese do crime passional com extrema crueldade. O acusado responde em liberdade ou seguirá preso aguardando julgamento, a depender das decisões judiciais que se seguirem à audiência de custódia.