Brasil
‘Indícios de coação’, diz governador de SC ao falar sobre morte do cão Orelha
Jorginho Mello afirmou que investigação apura possível porte ilegal de arma e ameaças.
Jorginho Mello/@jorginhomello/Instagram
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), divulgou um vídeo nas redes sociais detalhando os desdobramentos da investigação sobre a morte do cão Orelha, animal comunitário espancado até a morte na Praia Brava, em Florianópolis. Além de reforçar que a polícia agiu com rapidez desde o primeiro registro, em 16 de janeiro, Mello revelou que há indícios de coação de testemunhas, ameaças e possível porte ilegal de arma por parte de adultos envolvidos no caso.
“Há indícios de coação, ameaça e possível porte ilegal de arma. Envolvendo adultos. Tudo isso será investigado até o fim”, declarou o governador, garantindo que “nenhum sobrenome vai interferir no cumprimento da lei”.
Reflexão sobre responsabilidade
Mello também questionou o grau de consciência dos adolescentes suspeitos – com idades entre 15 e 17 anos – e as possíveis consequências futuras de atos de extrema crueldade. “Um jovem de 15, 16 ou 17 anos realmente não sabe o que está fazendo? O que alguém capaz de matar um animal indefeso pode se tornar no futuro?”, indagou.
Orelha, o cão comunitário
O animal era conhecido e amado por moradores e frequentadores da Praia Brava. Segundo relatos, Orelha e outros cães da região ofereciam companhia silenciosa a pessoas em momentos difíceis, participavam de corridas e eram considerados “mais que cachorros, eram amigos”. A brutalidade do crime gerou comoção nacional e pressionou por mudanças nas leis de maus-tratos.
O governador finalizou com um lamento: “Custei acreditar. Adolescentes e jovens de famílias estruturadas agredindo um cão por pura maldade”. A investigação segue em andamento, com promessa de responsabilização tanto dos adolescentes quanto dos adultos eventualmente envolvidos.


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