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“Eu vi a morte, fiquei submersa e pedi a Deus”: empresária que ficou 3 horas abraçada a poste relata drama em MG

Edna de Almeida Silva emociona ao contar como sobreviveu à enchente em Ubá. Imagem viralizou e simboliza a tragédia que já matou 47 pessoas na Zona da Mata mineira.

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(Reprodução/Instagram @falasodre)

A imagem que correu o mundo nas últimas horas é o retrato do desespero: uma mulher abraçada a um poste, lutando contra a força da enxurrada que devastou a cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira. A protagonista da cena, registrada na noite de segunda-feira (23), é a empresária Edna de Almeida Silva. Em entrevista ao jornalista Sodré, da Ubá News, ela revelou, emocionada, os detalhes do terror vivido enquanto aguardava, por cerca de três horas, que a água baixasse e o socorro chegasse.

O desespero

“Fiquei submersa, não sei nadar. A única coisa que lembrei foi de tampar o nariz e pedir a Deus para não me deixar morrer afogada”, contou Edna, com a voz embargada.

Ela estava em casa com o namorado e o filho quando a água invadiu o imóvel de forma repentina. “A água subiu tão rápido que quando chegou na altura do meu peito, escutei um estrondo, fui derrubada e levada pela correnteza”, relatou.

O resgate e a espera

Enquanto o companheiro foi arrastado e segue desaparecido, Edna conseguiu se agarrar a um poste e resistiu por três horas até ser alcançada por dois jovens com uma corda. A casa e o restaurante da empresária desabaram com a força das águas.

“Perdi tudo, mas estou viva. Agora só peço que encontrem ele com vida”, desabafou.

Tragédia histórica

O drama de Edna é um dos rostos da maior tragédia climática recente da Zona da Mata mineira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os temporais que atingiram a região desde a noite de segunda-feira (23) já deixaram um saldo devastador. Até a noite desta quarta-feira (25), o número de mortos subiu para 47, sendo 41 em Juiz de Fora e 6 em Ubá. Há ainda 20 pessoas desaparecidas .

Solidariedade

Em meio à destruição, histórias de solidariedade emergem. Um sobrinho de Edna criou uma vaquinha online para tentar arrecadar fundos e ajudar a empresária a se reerguer. O governo federal já reconheceu o estado de calamidade pública nos municípios atingidos, e equipes da Força Nacional do SUS e do Ministério da Integração estão mobilizadas para prestar apoio à população.