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Brasil

Vídeo: Escultura mística chinesa na COP30 une dragão e onça-pintada e gera polêmica em Belém

Obra “Espírito Guardião Dragão-Onça” foi doada pela China ao Brasil como símbolo de cooperação ambiental; alguns visitantes se assustaram com aparência ‘intensa’ da peça

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Reprodução

A delegação chinesa apresentou nesta terça-feira (18) uma das atrações mais comentadas da COP30: a escultura “Espírito Guardião Dragão-Onça”, obra do renomado artista Hung Jian que combina elementos mitológicos chineses com símbolos brasileiros. A peça, que representa a união entre os dois países na preservação das florestas tropicais, foi oficialmente doada ao Brasil e permanecerá em território nacional após o término da conferência climática.

A obra híbrida funde dois ícones culturais: o dragão chinês, associado à renovação e proteção espiritual, e a onça-pintada brasileira, símbolo da força amazônica e da resistência dos ecossistemas. O artista descreveu a criação como uma “entidade protetora” que une sabedoria oriental e energia amazônica.

Reações intensas e viralização

Instalada na Freezone da COP30, a escultura de grandes dimensões e estética imponente tem gerado reações diversas entre os participantes do evento. O visual místico da criatura híbrida surpreendeu, e em alguns casos, assustou visitantes.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma mulher se referindo à obra como “demônio” e invocando proteção religiosa: “Meu senhor Jesus Cristo, isso é o demônio. Sangue de Jesus tem poder”, disse ela enquanto registrava a estátua.

Apesar das reações extremas, a escultura rapidamente se tornou um dos pontos mais fotografados da conferência, atraindo visitantes, delegações internacionais e curiosos.

Legado da cooperação bilateral

O governo chinês confirmou que a obra ficará permanentemente no Brasil como símbolo da cooperação bilateral na agenda ambiental. A expectativa é que, após a COP30, o monumento seja instalado em uma área pública de Belém ou em outro espaço dedicado à preservação da Amazônia.

A doação ocorre em um momento de fortalecimento das relações Brasil-China em projetos ambientais, com ambos os países assumindo compromissos ambiciosos no combate ao desmatamento e nas políticas de baixo carbono. A escultura representa fisicamente essa parceria estratégica, mesmo que sua estética peculiar continue a dividir opiniões entre os que passam pelo local.