Brasil
Adolescente confessa assassinato da mãe em São Gonçalo; corpo foi escondido em tonel com concreto
Jovem e namorado, de 21 anos, mataram Rosa Maria a golpes de madeira e ocultaram corpo em poço selado; motivação seria descontentamento da vítima com relacionamento da filha
Reprodução
Uma adolescente de 14 anos foi apreendida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na última sexta-feira (12) após confessar participação no assassinato da própria mãe, Rosa Maria da Silva, em São Gonçalo, na Região Metropolitana Leste Fluminense. O crime, cometido com golpes de madeira na cabeça, foi seguido por uma macabra tentativa de ocultação do corpo: a vítima foi colocada dentro de um tonel com água, jogada em um poço profundo no quintal da casa do namorado da adolescente e selada com aterramento e concreto.
O caso veio à tona após o registro do desaparecimento da adolescente e de sua mãe. Durante as buscas, a jovem foi localizada na quinta-feira (11) e, ao ser interrogada, não apenas confessou o crime como indicou o local onde o corpo estava escondido e apontou o envolvimento do namorado, Marcelo Pacheco Coelho de Souza, de 21 anos.
Motivação do crime
Segundo a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), a motivação do crime teria sido o descontentamento de Rosa Maria com o relacionamento da filha. Após a morte, o casal transportou o corpo em um tonel com água até o quintal da casa do suspeito, onde foi lançado no poço e coberto com concreto em uma tentativa meticulosa de ocultar o crime.
Operação complexa para remoção do corpo
A remoção do corpo exigiu uma operação prolongada e complexa, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CRE) e do 20º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM). Devido à grande quantidade de material utilizada para selar o local, foram necessários equipamentos e materiais específicos para a retirada do tonel contendo os restos mortais da vítima.
Situação dos envolvidos
Na sexta-feira (12), Marcelo Pacheco Coelho de Souza foi preso e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. A adolescente, por sua vez, foi apreendida conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e deverá responder pelos atos em instância especializada.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime e concluir o inquérito. O caso chocou a comunidade de São Gonçalo e reacendeu o debate sobre violência familiar, relacionamentos abusivos envolvendo adolescentes e os mecanismos de proteção disponíveis para famílias em situação de conflito.


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