Amazonas
Operação contra garimpo ilegal no AM tem troca de tiros entre policiais e garimpeiros
Confronto ocorreu durante ação da PF e Ibama para destruir balsas e equipamentos de extração ilegal em Humaitá, a 590 km de Manaus.
Reprodução
Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi alvo de resistência violenta durante ações contra o garimpo ilegal em Humaitá, município a 590 quilômetros a sudoeste de Manaus, nesta segunda-feira (15). Houve troca de tiros entre agentes e garimpeiros, após a destruição de balsas e dragas utilizadas na extração ilegal de minérios.
Vídeos que circulam em aplicativos de mensagem mostram momentos de tensão e confronto, com disparos sendo efetuados por ambos os lados. As imagens, registradas durante a operação, exibem o momento em que equipamentos usados no garimpo são destruídos pelos agentes, seguido pela reação armada dos garimpeiros.
A operação tem como objetivo desarticular atividades criminosas de extração mineral irregular, que causam danos ambientais graves – como desmatamento, contaminação de rios e solos por mercúrio – e impactos sociais em comunidades tradicionais e indígenas da região.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre possíveis feridos ou prisões durante o confronto. A PF e o Ibama informaram que a ação segue em andamento e que novos comunicados serão emitidos ao longo do dia.
Humaitá está localizada em uma região crítica do Amazonas, onde o avanço do garimpo ilegal tem mobilizado frequentemente operações de fiscalização e repressão por parte de órgãos federais. A área é alvo constante de denúncias por crimes ambientais e violação de direitos humanos.
A população local teme escalada da violência, uma vez que embates entre garimpeiros e autoridades vêm se tornando frequentes. Em operações anteriores, já houve registros de incêndios em veículos oficiais, bloqueios de estradas e ameaças a agentes.
Nota do Ibama
Em nota preliminar, o Ibama reaffirmou seu compromisso com “a proteção do bioma Amazônia e a legalidade das operações de fiscalização, mesmo diante de atos de resistência violenta”. Já a PF destacou que “medidas de segurança foram reforçadas para garantir a integridade das equipes em campo”.
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