Amazonas
Irmã de Adail Pinheiro assume Prefeitura de Coari após afastamento determinado pelo STF
Vereadora Jeany Pinheiro (Republicanos) comandará o Executivo municipal temporariamente; vice-prefeito está licenciado para disputar eleição estadual
Reprodução
A presidente da Câmara Municipal de Coari, vereadora Jeany de Paula Amaral Pinheiro (Republicanos), assumiu temporariamente a Prefeitura do município na quinta-feira (17). A posse ocorreu durante sessão extraordinária na sede do Executivo Municipal e foi motivada pelo afastamento cautelar de seu irmão, o prefeito Adail Pinheiro (Republicanos), determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A mudança no comando da cidade ocorre no contexto da Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de irregularidades na administração municipal. A decisão do ministro determinou o afastamento temporário do prefeito e de outros agentes públicos enquanto as apurações prosseguem.
Linha de sucessão
Pela ordem de sucessão, o primeiro nome a assumir o Executivo seria o vice-prefeito Emanoel Pinheiro (PSD), filho de Adail. No entanto, Emanoel está licenciado do cargo para disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026. Com o afastamento do prefeito e a ausência do vice, a sucessão recaiu sobre a presidência da Câmara Municipal.
Com a posse de Jeany, o vice-presidente da Câmara, Orleilson de Oliveira Lima, passou a comandar os trabalhos do Legislativo Municipal. A substituição é temporária e deve permanecer enquanto durar o impedimento dos titulares do Executivo.
Esta não é a primeira vez que a vereadora assume a Prefeitura de Coari. Jeany também comandou o município de forma interina em 2020 e 2025.
A operação
A Operação Dinastia do Lago apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Deflagrada nesta semana, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Manaus e em Coari e também atingiu o deputado federal Adail Filho (MDB), filho do prefeito afastado.
A investigação teve origem após a apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em espécie, em maio de 2025. O dinheiro era transportado por empresários em um voo entre Manaus e Brasília. Segundo informações divulgadas sobre a operação, a Polícia Federal apura uma possível atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros.


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