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Política

Augusto Cury defende corrupção como crime hediondo e critica Banco Master em debate

Candidato do Avante propôs prazo máximo de seis meses para julgamento de desvios e classificou escândalo financeiro como “vergonha que se repete a cada troca de governo”

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Reprodução/ TV Band

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu, durante o debate promovido pela Band neste domingo (23), o enquadramento da corrupção na categoria de crimes hediondos e violentos, com fixação de prazo máximo de seis meses para a conclusão dos julgamentos e prisão dos responsáveis. A proposta foi apresentada ao responder a um questionamento feito por Renan Santos (Missão) sobre o cenário eleitoral e o escândalo envolvendo o Banco Master.

Cury classificou a prática de desvios no país como “uma vergonha que se repete a cada troca de governo” e avaliou que o caso referente à instituição financeira representa um dos episódios mais graves da história nacional pelo volume de políticos envolvidos. “Sai governo, entra governo e tudo continua o mesmo”, constatou o candidato durante o debate.

O escritor argumentou que a política brasileira atrai figuras com pendências intelectuais, financeiras e emocionais, quando deveria ser um espaço de honra para a população. “A política deveria ser uma área onde cada brasileiro é honrado de maneira notável”, afirmou.

Ao reforçar seu compromisso caso chegue ao comando do Palácio do Planalto, o postulante vinculou o rigor penal à proteção das famílias. “A corrupção vai ser tratada como crime violento, porque é um crime contra o seu filho, a sua família e o seu futuro”, finalizou.

Endividamento e impacto nas famílias

Cury destacou que a má gestão do dinheiro público atinge diretamente a população jovem e compromete as futuras gerações. Segundo ele, os débitos do Estado recaem sobre os cidadãos desde os primeiros anos de vida. “Uma criança já nasce no Brasil devendo R$ 50 mil e pagando no mínimo 20% de juros ao ano: 14% da taxa Selic, mais o spread de 5% a 6%. Cuidar do dinheiro público é cuidar do futuro da nação”, afirmou.

O candidato também citou o aumento do endividamento das famílias e o problema da taxa de juros alta no país.

Independência política e patrimônio

O escritor sustentou que não depende de recursos financeiros ou do prestígio gerado por cargos públicos, declarando deter patrimônio superior ao almejado pela maioria dos parlamentares. Cury é o presidenciável com maior patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com cerca de R$ 250 milhões. “Não precisa do dinheiro do poder” e “tem mais do que a maioria dos políticos sonhou em ter”, afirmou.

Protesto contra ausências

Antes de entrar nos estúdios, Cury organizou uma manifestação contrária às ausências de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O escritor chegou a anunciar que não participaria do encontro, mas reverteu o posicionamento após conversar com o jornalista Fernando Mitre.

“Eu estou aqui fazendo um protesto, colocando meu coração em frente à TV Band, com muito respeito à TV Band, mas estou profundamente magoado, consternado pela ausência do debate de duas pessoas que adoeceram essa nação devido à polarização”, declarou o candidato na entrada do prédio.

Para o postulante, o não comparecimento dos adversários representou um “desrespeito à nação brasileira”. Cury enfatizou a urgência de interromper disputas partidárias acirradas no país. “Precisamos pacificar essa nação, pois nenhuma nação se desenvolve com essa guerra de egos, com essa polarização insana. Eu queria estar discutindo com você, Lula da Silva, e com você também, Flávio Bolsonaro”, completou o escritor.