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Amazonas

Governador Wilson Lima aplicou R$ 50 milhões no Banco Master antes de liquidação pelo BC

Amazonprev investiu em Letras Financeiras do banco de Daniel Vorcaro, preso ao tentar fugir do país; MP e TCE investigam gestão de recursos dos servidores

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Montagem: Canal92am

A Amazonprev, fundo de previdência dos servidores estaduais do Amazonas, aplicou aproximadamente R$ 50 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, instituição financeira que foi liquidada pelo Banco Central devido a graves problemas financeiros. O caso ganhou contornos dramáticos com a prisão do dono do banco, Daniel Vorcaro, quando tentava fugir do país.

As aplicações realizadas pela Amazonprev estão sob escrutínio da Polícia Federal, que deve investigar as motivações do Governo do Estado para realizar investimentos de alto risco com o dinheiro de aposentados e pensionistas.

Denúncia anterior do sindicato

O Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Amazonas (Sintjam) já havia formalizado denúncia ao Ministério Público do Estado, em setembro, questionando a aplicação de R$ 300 milhões em letras financeiras de diversos bancos, incluindo o Master, entre junho e setembro de 2024.

De acordo com o sindicato, essas aplicações foram realizadas sem autorização colegiada, sem análise formal de risco e por meio de instituições não credenciadas, violando as normas básicas de governança e os procedimentos de segurança exigidos para gestão de recursos previdenciários.

Risco de perda dos recursos

Com o Banco Master em processo de liquidação extrajudicial determinado pelo Banco Central, que significa o encerramento definitivo da instituição no Sistema Financeiro Nacional, os R$ 50 milhões investidos pela Previdência Estadual correm alto risco de serem perdidos, o que afetaria diretamente os benefícios dos servidores públicos estaduais.

O coordenador-geral do Sintjam, Roberto Dávila, cobrou providências das autoridades: “Aonde foi parar o dinheiro da aposentadoria dos servidores públicos estaduais do Amazonas?”, questionou, pedindo a instauração de inquéritos para responsabilizar os gestores e o bloqueio de bens.

Investigações em andamento

O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). As apurações buscam determinar se houve irregularidades no processo de investimento e se os gestores da Amazonprev agiram com a devida diligência na aplicação dos recursos previdenciários.