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Amazonas

“Estou de lupa olhando cada centavo”, diz Marcelo Ramos sobre assinatura do empréstimo de R$ 1,4 bi por Roberto Cidade

Ex-deputado federal afirma que dinheiro federal deve ser usado para melhorar a vida das pessoas, “não para resolver os problemas financeiros de quem perdeu a eleição”

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Reprodução

A assinatura do contrato de empréstimo de R$ 1,462 bilhão entre o governo do Amazonas e o Banco do Brasil, formalizada na última sexta-feira (9) pelo governador Roberto Cidade (União Brasil), gerou reação imediata do ex-deputado federal e coordenador da campanha de Lula no Amazonas, Marcelo Ramos (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que acompanhará cada centavo da execução dos recursos.

“Estou de lupa na execução desse empréstimo. Muito cuidado com o que você vai fazer. É dinheiro federal. Isso é dinheiro para ser investido para melhorar a vida das pessoas e não para resolver os problemas financeiros de quem perdeu a eleição.”

Ramos afirmou que a liberação do empréstimo só ocorreu porque o governo federal agiu com “cuidado e responsabilidade” e impediu que a operação fosse usada eleitoralmente pelo governador, que disputava a reeleição no primeiro turno.

“Não permitimos que a execução do empréstimo fosse contaminada pelos interesses eleitorais do governador Tampão, candidato à reeleição. Mas agora que ele não passou para o segundo turno e não é mais candidato, o governo Lula assina o empréstimo com o governo do Estado.”

O ex-parlamentar reconheceu a crise fiscal do estado, mas atribuiu a responsabilidade à gestão anterior. “A grave crise fiscal do governo do Estado, com centenas de fornecedores sem receber, com trabalhadores sem receber, com serviços paralisados, são única e exclusivamente culpa da dupla Wilson Lima e Roberto Cidade, que quebraram o governo do Estado.”

A assinatura do contrato

O contrato foi assinado após o advogado Carlos Miqueias Soares Brandão desistir da ação popular que travava os recursos desde agosto. Com a desistência, o juiz federal Ricardo Campolina de Sales revogou as determinações que impediam a formalização do financiamento e concedeu prazo de 30 dias para que outro cidadão ou o Ministério Público Federal (MPF) assuma a ação.

Os recursos serão destinados a despesas de capital previstas no Plano Plurianual (PPA) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), com a seguinte distribuição: R$ 1,03 bilhão para o Fundo de Infraestrutura e Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Fideam), 400 milhões para o Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e R$ 32 milhões para o Fundo Estadual de Habitação. O prazo total do contrato é de dez anos.