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Amazonas

Ari Moutinho Jr. critica gestão de Wilson Lima e celebra derrota nas urnas: “O povo fez a parte dele”

Conselheiro do TCE-AM classificou a educação estadual como “falida” e propôs moção aos senadores eleitos Eduardo Braga e Plínio Valério

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Reprodução

O conselheiro Ari Moutinho Jr., do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), fez um pronunciamento duro na sessão desta terça-feira (6) no qual associou o resultado das eleições a um “basta” dos eleitores à gestão do ex-governador Wilson Lima (União Brasil). Wilson disputou uma vaga ao Senado e terminou em quarto lugar, com 456.854 votos (11,89%).

“O povo não aceitou mais gracejos, danças, deboches e a homologação do que quadrilhas fizeram no Estado nos últimos oito anos”, afirmou Moutinho, que também declarou: “O povo fez a parte dele.”

O conselheiro propôs uma moção de congratulações aos senadores eleitos Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB), que conquistaram as duas vagas em disputa. Moutinho foi nomeado para o TCE-AM em dezembro de 2008 pelo então governador Eduardo Braga, após aprovação da Assembleia Legislativa.

Para ele, o silêncio dos eleitores durante a campanha escondia uma insatisfação que apareceu nas urnas. “Eu acho que esta foi a eleição mais calada da história do Estado”, disse. O conselheiro também comemorou a passagem de Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL) ao segundo turno, afirmando que ambos não integram o que chamou de “verdadeiras organizações criminosas” à frente do Estado nos últimos oito anos.

Educação como alvo principal

A educação foi o foco das críticas mais duras. Moutinho classificou a área como “falida, assaltada, vilipendiada, violentada” e afirmou que crianças estão sem merenda na capital e no interior. Ele relatou ter encontrado condições precárias na escola onde votou, no bairro Nova Esperança, em Manaus: sem ar-condicionado e com uma hora e meia de espera. “A escola, um verdadeiro lixo, um sofrimento”, afirmou.

O conselheiro dirigiu-se diretamente ao colega Luís Fabian, que foi secretário de Educação na gestão de Wilson Lima, e usou expressões como “assaltantes”, “farsantes” e “ladrões do futuro das crianças amazonenses”. “Não têm o mínimo de remorso?”, questionou.

“Mea culpa” no TCE

A cobrança também alcançou o próprio Tribunal de Contas. Moutinho propôs uma “mea culpa de todos nós” e disse que o resultado eleitoral deixou um recado ao Judiciário. “Não existem intocáveis. Não existem poderosos que não respeitem o maior de todos os poderes, que é a soberania popular”, declarou.