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Economia

Combustível no Amazonas segue mais caro do Brasil mesmo com redução da Petrobras

Sindipetro-AM alerta que fim do refino na Ream após privatização criou monopólio privado e impede repasse de baixas de preços à população

Gasolina

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A redução de R$ 0,14 nos preços da gasolina e do diesel anunciada pela Petrobras nesta segunda-feira (20) não chegará ao consumidor do Amazonas, que continua pagando o combustível mais caro do país. A denúncia partiu do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindipetro-AM), que atribui o problema ao fim do refino pela Refinaria da Amazônia (Ream) – hoje controlada pelo Grupo Atem.

De acordo com o Sindipetro-AM, a Ream está há quase dois anos funcionando apenas como terminal de importação de derivados, sem processar petróleo. Enquanto isso, o petróleo extraído em Urucu (interior do estado) segue sendo transportado para São Paulo para refino, em um processo que encarece o produto final no Amazonas.

“O Amazonas não possui mais refino público da Petrobras. Desde a privatização, o estado vive um monopólio privado no setor de combustíveis”, afirma nota do sindicato. “Enquanto isso, todo o petróleo produzido em Urucu segue sendo transportado para São Paulo para ser refinado, quando poderia ser processado aqui mesmo”.

Falta de repasse

Embora a Ream tenha anunciado redução de até R$ 0,16 no preço da gasolina para distribuidores no dia 16 de outubro, a baixa não foi repassada aos postos. O Sindipetro-AM cobra da ANP, do CADE e do Governo Federal medidas para que a Petrobras retome o refino no estado.

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