Conecte-se conosco

Brasil

‘Diaba Loira’, traficante conhecida por não ter medo da morte, é morta em confronto entre facções no Rio

Testemunhas relataram que o tiroteio durou cerca de 40 minutos e deixou moradores em pânico

diaba-loira-traficante-conheci

Reprodução

Um intenso tiroteio entre facções criminosas na madrugada desta sexta-feira (15/8) resultou na morte de Eweline Passos Rodrigues, 28 anos, conhecida como “Diaba Loira”, integrante do Terceiro Comando Puro (TCP). O confronto ocorreu nas comunidades do Fubá e Campinho, na zona norte do Rio de Janeiro, e seu corpo foi encontrado posteriormente em Cascadura.

Segundo informações apuradas, este é o quinto episódio violento registrado na região em menos de uma semana, em meio a uma acirrada disputa territorial entre o TCP, facção da vítima, e o Comando Vermelho (CV). Testemunhas relataram que o tiroteio durou cerca de 40 minutos e deixou moradores em pânico.

A traficante morta tinha um longo histórico no crime organizado. Natural de Santa Catarina, Eweline inicialmente integrou as fileiras do Comando Vermelho antes de migrar para a facção rival. Ela era procurada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Nas redes sociais, ganhou notoriedade por ostentar armamentos pesados e publicar frases desafiadoras como “Não me entrego viva, só saio no caixão”.

Nos últimos dias, a situação da traficante havia se tornado ainda mais perigosa. Em 10 de julho, após um violento confronto na comunidade do Bateau Mouche, ela foi explicitamente ameaçada de morte por antigos companheiros do CV. O episódio resultou na morte de três integrantes do TCP. Poucos dias antes de ser executada, “Diaba Loira” havia postado um vídeo nas redes sociais provocando seus rivais.

A zona norte do Rio de Janeiro tem sido palco constante de confrontos entre facções. Dados recentes indicam que a região concentra 37% de todos os episódios violentos entre grupos criminosos registrados em 2024. Outro dado preocupante é o crescimento de 42% na participação feminina no crime organizado nos últimos cinco anos, segundo levantamento das autoridades.

A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre a execução. Equipes do Instituto Médico Legal (IML) recolheram o corpo da vítima para exames. Moradores da região relataram à reportagem que a tensão permanece alta, com medo de novos confrontos.

Veja o vídeo: