Economia
Setor de café ainda espera escapar da tarifa dos EUA via lista de exceções
O Brasil é o principal fornecedor de café para os EUA, responsável por 35% das importações americanas do produto
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O setor cafeeiro brasileiro está em negociações para tentar escapar das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. Apesar de não estar na lista inicial de exceções anunciada pela Casa Branca, o café pode ser incluído em uma relação mais abrangente de produtos isentos que está sendo elaborada pelo governo norte-americano.
Impacto no mercado cafeeiro
O Brasil é o principal fornecedor de café para os EUA, responsável por 35% das importações americanas do produto. A aplicação das tarifas traria consequências significativas, como aumento de custos para empresas como a Starbucks, que compra 22% de seus grãos do Brasil, pressão nos preços para consumidores americanos, onde 76% da população consome café diariamente, e uma possível migração de compradores para outros fornecedores internacionais.
Esforços de negociação
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) está trabalhando em conjunto com a National Coffee Association dos EUA para incluir o produto na lista de exceções. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, já mencionou publicamente a possibilidade de isenção para produtos como café e cacau.
Outros produtos agrícolas na mira
Além do café, outros itens do agronegócio brasileiro podem ser beneficiados:
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Manga: Brasil é o terceiro maior fornecedor para os EUA;
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Cacau: Os americanos importam 18% do total exportado pelo Brasil;
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Frutas tropicais: Com produção limitada nos EUA.
O governo norte-americano deve finalizar e divulgar a lista completa de exceções nas próximas semanas. Enquanto isso, as negociações entre os setores privados de ambos os países continuam intensas para minimizar os impactos comerciais.


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