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Amazonas

“Página mais vergonhosa da história”: Marcelo Ramos critica renúncia de Wilson Lima e anuncia candidatura ao Senado

Ex-deputado federal afirmou que manobra política foi “molecagem” e que resposta do eleitorado será derrota do grupo governista nas urnas.

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Reprodução/Instagram

O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) utilizou as redes sociais, neste domingo (5), para criticar duramente a renúncia conjunta do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza, oficializada no último sábado (4). Em vídeo acompanhado de legenda incisiva, Ramos classificou a decisão como uma traição à confiança do povo amazonense.

“O que aconteceu na calada da noite de ontem não pode ser encarado como algo rotineiro. Wilson Lima e Tadeu de Souza escreveram, neste sábado, a página mais vergonhosa da história política do Amazonas”, disparou o político, referindo-se à quebra da promessa de Wilson, que havia garantido em março que cumpriria o mandato até o fim.

“Wilson Lima e Tadeu de Souza só confirmam os aventureiros e irresponsáveis da política que são e traem a confiança do povo que os elegeram para concluírem o mandato e não para, em conchavo eleitoral, entregarem o governo do Amazonas a quem não foi escolhido para tal”, escreveu o ex-deputado.

Na publicação, Marcelo Ramos afirmou que nem os políticos tradicionais do estado, “com todos os seus defeitos”, jamais cometeriam tamanha “molecagem”. Ele também criticou a entrega do governo a Roberto Cidade (União Brasil), atual presidente da Aleam e agora governador interino, sem o crivo direto do voto popular.

“Eles esqueceram de combinar com o povo, e a resposta será a derrota desse grupo de aventureiros”, declarou.

Além de criticar a vacância do cargo, que agora obriga o estado a passar por uma eleição indireta via Assembleia Legislativa (Aleam), Marcelo Ramos anunciou que entrará na disputa pela cadeira no Congresso Nacional com o objetivo de barrar as pretensões de Lima.

“Serei candidato ao Senado Federal para vencer o irresponsável. O Amazonas não pode ser tratado como um brinquedo nas mãos de quem só pensa em eleição enquanto o povo precisa de gestão”, declarou Ramos.