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Política

Lula mostra dedo do meio ao defender que “pobre gosta de coisa boa”: “Aqui para vocês”

Presidente fez gesto durante cerimônia de entregas do governo federal no Palácio do Planalto e criticou quem acredita que população de baixa renda não merece serviços de qualidade

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Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou o dedo do meio durante discurso no Palácio do Planalto, na última sexta-feira (3), ao rebater a afirmação de que “pobre não gosta de coisa boa”. O gesto ocorreu em uma cerimônia que marcou as últimas entregas do governo federal antes do início das restrições do período eleitoral.

“Nós vamos acabar com essa história que eles pensam que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles [mostra o dedo do meio]”, declarou o presidente. “Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos é tudo de primeira: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira”.

A declaração aconteceu durante um evento que reuniu anúncios e entregas nas áreas de educação, saúde e habitação. A partir do dia seguinte (4), a legislação eleitoral passou a vedar o uso da máquina pública para beneficiar candidaturas.

Pacote de entregas

Na área da educação, foram entregues dez campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com investimento de R$ 206,6 milhões. Na saúde, o governo anunciou  464,8 milhões em investimentos, incluindo ambulâncias, unidades odontológicas móveis e equipamentos para hospitais. Já na habitação, foram entregues 1.619 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida.

Crítica a planos de saúde

Lula também voltou a criticar a dedução de gastos com planos de saúde no Imposto de Renda. Para o presidente, a fatia custeada pelo poder público poderia ser investida na saúde pública.

“O rico fala: ‘Tenho um bom plano de saúde, então tenho bons médicos porque eu pago’. Ele não paga porra nenhuma. Ele desconta no Imposto de Renda. Se ele desconta no Imposto de Renda, quem paga somos nós, que deixamos de receber o dinheiro”, afirmou.

O evento desta sexta-feira foi o último em que Lula pôde fazer inaugurações antes das restrições eleitorais. Para isso, o governo montou uma força-tarefa com membros do alto escalão, que participaram de eventos em 12 cidades, incluindo Tefé (AM), Campinas (SP) e Nova Iguaçu (RJ).

O pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou a imagem de Lula com o dedo do meio para criticar o governo federal. Em seu perfil no X, ironizou a promessa de campanha de Lula de que os brasileiros comeriam picanha em seu terceiro mandato.