Política
Conselho Federal de Medicina volta a cobrar Roberto Cidade por dívida com médicos
Conselheiros afirmam que o Governo do Amazonas fez pagamentos parciais, mas ainda mantém repasses pendentes de 2024, 2025 e 2026
Reprodução
A dívida com médicos no Amazonas motivou uma nova cobrança do Conselho Federal de Medicina (CFM) neste fim de semana. Conselheiros gravaram um vídeo na sede do órgão, em Brasília. Eles cobraram do governador Roberto Cidade a quitação dos pagamentos pendentes.
Segundo o CFM, o governo pagou três meses da dívida. No entanto, ainda existem valores em aberto de 2024, 2025 e 2026. A entidade afirmou que manterá as cobranças até que o Estado regularize todos os repasses. Os atrasos afetam médicos que atuam na rede estadual de saúde.
CFM aponta pagamentos pendentes
O vice-corregedor do CFM, Francisco Cardoso, reconheceu que o governo realizou pagamentos. Entretanto, ele afirmou que o Estado ainda não quitou toda a dívida.
“Governador do Amazonas, Roberto Cidade, você pagou os médicos, mas não pagou tudo”, declarou Cardoso. O vice-corregedor gravou o vídeo ao lado do conselheiro federal Ademar José de Oliveira Paes Junior, representante do Amazonas no CFM.
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Segundo Cardoso, Ademar relatou ao plenário da entidade a situação enfrentada pelos profissionais amazonenses. Além disso, o conselheiro Raphael Câmara, representante do Rio de Janeiro, apresentou informações sobre os períodos pendentes.
“As informações que recebemos são de que foram pagos três meses”, afirmou. Porém, segundo ele, ainda faltam junho, julho e parcelas anteriores.
Câmara também declarou que o CFM continuará acompanhando a dívida com médicos no Amazonas. “Estamos de olho e não vamos parar de denunciar até o governador pagar tudo”, declarou o conselheiro.
Conselheiro chama governador de “caloteiro”
O conselheiro federal Diogo Leite, representante de Mato Grosso, adotou um tom mais duro durante a manifestação.
Ele chamou Roberto Cidade de “caloteiro” e cobrou a regularização dos pagamentos. Segundo Leite, existem nove meses pendentes de dois anos atrás.
Além disso, o conselheiro afirmou que o governo deve quase dois meses referentes a 2026. “Os médicos trabalham e defendem a saúde do Amazonas. Ninguém vive sem receber”, afirmou Diogo Leite.
Em seguida, ele pediu que o governador quite os valores cobrados pelos profissionais.
Sindicato também critica os atrasos
A manifestação do CFM ocorreu no mesmo fim de semana de outra cobrança pública. O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas também divulgou um vídeo. Mário Vianna criticou a gestão de Roberto Cidade e classificou a situação da medicina no estado como crítica. Segundo o dirigente, os profissionais enfrentam burocracia excessiva e interferências em sua autonomia. Além disso, Vianna convocou os médicos para uma mobilização.
O sindicalista também pediu que a categoria cobre propostas dos candidatos nas eleições de 2026. Para ele, a saúde pública deve ocupar o debate eleitoral. Assim, as duas entidades ampliaram a pressão sobre o governo pela regularização da dívida com médicos no Amazonas.
Governo afirma ter repassado R$ 276 milhões
O Governo do Amazonas afirma que repassou cerca de R$ 276 milhões às empresas médicas nos últimos quatro meses. A categoria, contudo, contesta a regularização integral dos pagamentos. Os representantes sustentam que ainda existem meses em aberto. Até o momento, governo e entidades médicas apresentam versões diferentes sobre a extensão da dívida.
Portanto, ainda não há confirmação de um acordo para encerrar todas as pendências. O CFM afirma que continuará acompanhando os pagamentos.


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