Política
Filiação de Dado Dolabella ao MDB revolta ala feminina do partido: “Recebemos com estarrecimento”
Kátia Lôbo, presidente do MDB Mulher no Rio, repudia entrada do ator, condenado por agressão a Luana Piovani.
A filiação do ator Dado Dolabella ao MDB provocou reação imediata dentro do próprio partido. Após o anúncio feito pelo presidente estadual da sigla no Rio de Janeiro, Washington Reis, a ala feminina do MDB divulgou uma nota de repúdio à entrada do artista e à sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições de 2026.
“Recebi com estarrecimento”
A manifestação foi assinada por Kátia Lôbo, presidente do MDB Mulher no Rio de Janeiro, que afirmou ter se surpreendido com a informação. Em publicação nas redes sociais, nesta quinta-feira (5), ela declarou:
“Recebi com estarrecimento, surpresa e repúdio a notícia da filiação do ator Dado Dolabella — um homem agressor de mulheres, como todo o Brasil o conhece. O momento é extremamente delicado e grave. Depõe contra tudo o que milito e militei por tantos anos ao longo da minha vida, como mulher preta, mãe, avó: a não violência contra a mulher, seja ela qual for.”
Kátia Lôbo destacou que a notícia chegou no Mês da Mulher, o que tornou o episódio ainda mais simbólico:
“É algo que revolta e contraria tudo o que o MDB Mulher quer passar às mulheres.”
Post apagado e bandeiras do pré-candidato
A entrada de Dolabella no partido foi anunciada por Washington Reis, que chegou a publicar um vídeo nas redes sociais apresentando o ator como pré-candidato e descrevendo-o como “pai de família”. Logo depois, o post acabou sendo apagado após a repercussão negativa.
Em um vídeo, o ator citou bandeiras que pretende defender, como a “defesa da família” e os combates à “injustiça” e à criminalidade.
Histórico de violência
Dado Dolabella coleciona acusações e condenações relacionadas à violência contra mulheres. Em 2008, ele foi condenado por agressão contra Luana Piovani, que se manifestou após o anúncio da pré-candidatura:
“Como é que pode uma pessoa que tem processo criminal se candidatar a cargo público?”, questionou em suas redes sociais.



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