Política
Eduardo Bolsonaro é demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo
Portaria publicada no Diário Oficial da União oficializa a demissão do ex-deputado cassado, que estava nos Estados Unidos e não retornou ao trabalho após perder o mandato em 2025
Em março de 2024, o ex-parlamentar deixou o Brasil e estabeleceu-se nos Estados Unidos, onde permanece foragido. (Créditos: Mário Agra/Câmara dos Deputados)
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) publicou na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União a portaria que oficializa a demissão de Eduardo Bolsonaro do quadro de escrivães da Polícia Federal (PF). A medida foi fundamentada no “cometimento da infração disciplinar de abandono de cargo, ao faltar ao serviço injustificadamente por período superior a trinta dias consecutivos”, conforme detalha o documento.
Eduardo Bolsonaro estava licenciado do cargo na PF para exercer o mandato de deputado federal. Em 2025, teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados por ter se ausentado sem justificativa de um terço das sessões deliberativas, enquanto residia nos Estados Unidos. A cassação determinava o retorno imediato ao cargo de escrivão, lotado no Rio de Janeiro, o que não ocorreu.
Após a perda do mandato, Eduardo permaneceu em solo americano e não retomou as atividades na corporação, o que motivou a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por abandono de cargo. Durante o período em que esteve ausente, ele continuou recebendo salário de R$ 46.366,19.
A demissão foi publicada após a conclusão do PAD e representa o desfecho do processo administrativo. Eduardo Bolsonaro não se manifestou sobre a decisão até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.


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