Brasil
Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na Margem Equatorial brasileira
Mesmo alvo de questionamentos do MPF, órgão liberou estatal a realizar a ampliar perfuração exploratória na Foz do Amazonas
Arte Petrobras/Divulgação
A exploração de petróleo na Foz do Amazonas ganhou uma nova etapa nesta quinta (3). O Ibama autorizou a Petrobras a realizar a perfuração de três novos poços na região, permitindo que a estatal amplie os trabalhos no bloco FZA-M-59, na chamada Margem Equatorial brasileira.
A autorização foi oficializada com a alteração da licença ambiental que já permitia atividades exploratórias na área. Com a decisão, a Petrobras poderá avançar na campanha que inclui os poços Manga, Crotalus e Morpho Extensão. Antes disso, a empresa informou que pretende concluir a perfuração do poço Morpho.
O interesse da Petrobras na área aumentou depois que a empresa identificou a presença de petróleo durante a perfuração de um poço no bloco. A nova rodada de perfurações tem justamente o objetivo de reunir mais dados sobre a região. As informações serão utilizadas para avaliar as características das reservas e verificar se existe potencial para uma futura produção comercial.
A empresa terá agora de apresentar ao Ibama um novo cronograma para a execução das atividades. O prazo determinado pelo órgão ambiental é de até 30 dias depois do recebimento da licença.
MPF cobra explicações sobre cronograma
Enquanto a Petrobras se prepara para avançar, o projeto continua sendo acompanhado pelo Ministério Público Federal. O MPF questionou o Ibama depois de encontrar diferenças nas informações apresentadas sobre a duração da campanha de perfuração.
Durante uma audiência judicial realizada em 2025, representantes do instituto teriam indicado que a atividade duraria aproximadamente seis meses. Posteriormente, documentos do próprio processo ambiental passaram a apontar uma campanha com quatro poços e previsão de atividades entre 2025 e 2029.
Para o Ministério Público, a diferença precisa ser esclarecida porque uma operação prolongada pode representar impactos ambientais acumulados.
Fauna e pesca estão entre os pontos de atenção
A preocupação envolve principalmente os possíveis efeitos da atividade sobre o ecossistema marinho. O MPF cita riscos relacionados à fauna marinha, à pesca artesanal e às comunidades tradicionais que dependem dos recursos da região.
A cobrança do órgão não impede a nova autorização concedida pelo Ibama, mas coloca novamente sob análise a forma como o processo de licenciamento vem sendo conduzido.
Com a licença retificada, a Petrobras poderá dar continuidade aos estudos na Foz do Amazonas em busca de informações que indiquem o tamanho e a viabilidade das reservas encontradas na região.
*Com informações do AM Post.


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