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Crise no Miss Universo: duas misses renunciam a títulos em protesto por conduta da organização

Olivia Yacé, da Costa do Marfim, e Brigitta Schaback, da Estônia, abrem mão de coroas citando divergências de valores; caso expõe tensões durante concurso que coroou mexicana

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Reprodução

O Miss Universo 2025 enfrenta uma de suas maiores crises após as renúncias de Olivia Yacé, da Costa do Marfim, e Brigitta Schaback, da Estônia, aos títulos conquistados no concurso. Em comunicados publicados nas redes sociais, as duas misses citaram divergências de valores e desaprovação à condução do evento, ampliando a controvérsia que marcou a edição vencida pela mexicana Fatima Bosch.

Olivia Yacé, que ficou em 5º lugar e recebeu o título de rainha continental da África e Oceania, afirmou que decidiu abrir mão das coroas para se manter fiel a seus princípios de “respeito, dignidade, excelência e igualdade de oportunidades”. A estoniana Brigitta Schaback foi igualmente direta: “meus valores não estão alinhados com a Diretoria Nacional do concurso”.

Conflitos durante o concurso

As desistências revelam a tensão que tomou conta do evento ainda durante sua programação. O empresário tailandês Nawat Itsaragrisil, um dos organizadores, criticou publicamente a então candidata Fatima Bosch por não produzir conteúdos promocionais suficientes. A mexicana relatou à imprensa que chegou a ser chamada de “burra” e que o organizador ameaçou desclassificar qualquer candidata que demonstrasse apoio a ela.

A cena, transmitida ao vivo no dia 4 de novembro, levou a Organização do Miss Universo a publicar uma nota condenando o “comportamento malicioso” de Nawat. Após a repercussão negativa, o empresário pediu desculpas publicamente, em lágrimas.

Repercussão internacional

A vitória de Fatima Bosch passou a ser interpretada por parte do público como uma resposta ao constrangimento vivido pela candidata. A pressão se estendeu a outras nações participantes – o Miss France anunciou que pode desistir da edição de 2026 caso não receba explicações claras sobre os critérios de votação.

Com as renúncias e a cobrança por maior transparência, o Miss Universo entra em um dos momentos mais delicados de sua história recente. O caso expõe as tensões entre a evolução dos valores modernos do concurso – que busca se reposicionar como um espaço de empoderamento feminino – e práticas organizacionais consideradas ultrapassadas por críticos e participantes.

A organização do Miss Universo ainda não se manifestou oficialmente sobre as renúncias, mas a crise já ameaça impactar a credibilidade da edição de 2026 e a participação de tradicionais concorrentes no evento.